O financiamento de imóvel direto com os bancos tem aumentado. Taxas de juros menores e prazos mais longos são as principais vantagens do serviço
A melhor forma de financiar um imóvel hoje é através do sistema bancário. É o que acreditam o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Ceará (Sinduscon-CE) e a Cooperativa da Construção Civil do Estado (Coopercon-CE) . Entre os principais motivos estão: prazos mais longos e taxas de juros mais competitivas.
O presidente da Coopercon-CE, Otacílio Valente, acrescenta que o financiamento também é uma garantia maior para fazer a compra.”Se tem financiamento, independente de crise ou de inadimplência, a instituição financeira vai bancar a construção da obra até o fim”, comenta, considerando que antes de emprestar, seja para a construtora, seja para o mutuário, toda documentação técnica e jurídica é examinada.
Segundo o presidente do Sinduscon-CE, Roberto Sérgio Ferreira, as construtoras nunca financiaram imóveis para a população de baixa renda. Sérgio destaca que elas não teriam condições de bancar porque até os bancos fazem isso de forma subsidiada e explica que a novidade hoje é que os bancos também estão financiando a produção das construtoras. Otacílio Valente concorda que nenhuma empresa conseguiria financiar imóvel para a baixa renda. Os dois estimam que 90% ou mais dos financiamentos hoje são feitos pelo sistema bancário.
Nesses casos, eles comentam que o financiamento pela Caixa Econômica, que usa dinheiro do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) é o melhor caminho.
Embora seja considerado menos burocrático o modelo de financiamento direto recebe cerca de 50% do valor do imóvel até a entrega das chaves e o restante deve ser pago no prazo de três a cinco anos. Pelo financiamento bancário, o mutuário paga até 30% antes de receber o imóvel e 70% é financiado em 20/ 30 anos para a pessoa pagar quando já estiver morando.
Simulação de compra
Os principais bancos têm simuladores na Internet e o cliente pode saber qual financiamento é compatível com seu perfil. É só colocar idade, salário, valor do imóvel e prazo para pagar e o programa mostra como ficaria o financiamento. No financiamento direto com a construtora, normalmente as prestações são corrigidas pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). Nos últimos 12 meses, o INCC médio acumulado foi 7,44% ao mês (dados de março 2011).
Na entrega das chaves, a correção deixa de ser feita pelo INCC e passa a ser por juros cobrados pelas construtoras, que estão mais altos do que as taxas bancárias. Neste momento, o comprador pode trocar pelo financiamento de um banco.
O quê
Entenda a notícia
Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), diz que o volume de crédito imobiliário proveniente de recursos da caderneta de poupança deve atingir R$ 85 bilhões. Esse montante é 51% superior ao liberado em 2010l.
Condições de financiamento
Caixa econômica
A Caixa financia imóveis de qualquer valor, porém, se o cliente optar por utilizar recursos do FGTS, haverá um teto no valor de R$ 150 mil, valor que fica em R$ 130 mil para municípios com população igual ou superior a 250 mil habitantes, e em R$ 100 mil nos demais municípios brasileiros.
São diversas as opções de financiamento habitacional da Caixa, em até 30 anos para pagar. Todas estão acessíveis a todas as faixas de renda, para a construção ou reforma de imóvel residencial.
A Carta de Crédito FGTS Individual, que conta com recursos ou subsídios do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), é uma linha de financiamento que utiliza recursos do FGTS. Criada para pessoas físicas, ela ajuda a construir, reformar, ampliar ou concluir a construção. A taxa de juros nesta Carta varia entre de 5% a.a.+TR a 8,16% a.a.+ TR.
Para os clientes que já possuem algum imóvel ou que desejam imóveis com valores superiores a R$ 150 mil, a Caixa oferece a Carta de Crédito Caixa e a opção do consórcio imobiliário.
Na Carta de Crédito Caixa, também é possível financiar imóvel novo e usado, assim como terreno para construção e construção de imóvel sem o limite de renda familiar. Neste produto, os juros podem ser pré-fixados ou pós-fixados e variam entre 8,55% a.a.+TR a 12,2% a.a.+TR.
Banco do Brasil
Para o comprador, é preciso ser pessoa física. A idade do comprador mais velho, somada ao prazo de financiamento, não pode ultrapassar 80 anos, 5 meses e 29 dias. A composição de renda é admitida entre casais legalmente casados ou que comprovem conviver sob regime de união estável e para pessoas que convivem em relação homoafetiva.
O comprometimento máximo da renda líquida deve ser de 30%.. Em caso de composição de renda, o percentual será aplicado ao somatório das rendas líquidas.
Limites de financiamento variam de R$ 20 mil até R$ 400 na linha SFH e até R$ 5 milhões na linha SFI.
Percentual máximo financiável é 80% do valor do imóvel, baseado no menor dos seguintes valores: Avaliação ou compra e venda.
Forma de pagamento: débito em conta corrente.
Prazo máximo de financiamento em até 360 meses (30 anos).
Fonte: O Povo (CE)
terça-feira, 12 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Bolsa cria padronização para CRI
Com aval da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) padronizados, criados pela BM&FBovespa, devem sair do papel. A padronização visa tornar o mercado mais transparente e seguro para os investidores.
O registro está disponível desde o dia 28 e faz parte de um plano da bolsa para fomentar a liquidez desses títulos. O programa começou no fim de 2009 com a criação da Câmara Consultiva do Mercado Imobiliário com representantes de órgãos reguladores, entidades de classe, mercado financeiro e escritórios de advocacia.
Para a padronização dos CRIs, o primeiro passo foi dividir as emissões em quatros categorias. Os certificados com lastro em financiamentos de unidades residenciais foram divididos em performados, quando o empreendimento imobiliário já está pronto e as chaves entregues, e não performados, para compra de imóveis na planta. Também há os comerciais, que, em geral, são lastreados em financiamento de projetos do tipo "built to suit" (construção sob medida) para empresas, e que foram classificados em performados e não performados.
Em seguida, definiu-se alguns critérios para a padronização. O primeiros deles, conta Emilio Otranto Neto, diretor de desenvolvimento e relações com institucionais da bolsa, é que a emissão deve ter lastro em uma Cédula de Crédito Imobiliário (CCI, papel que representa o financiamento) registrada no sistema da bolsa. Segundo o executivo, essa é uma forma de dar segurança ao investidor, uma vez que a CCI registrada na bolsa passa pelo teste do lastro.
Graças a um convênio com a Associação dos Registradores Imobiliários de São Paulo (Arisp), é possível acompanhar on-line a situação dos imóveis que servem de garantia para as CCIs, como matrículas e certidões. O primeiro registro de uma CCI na bolsa, contudo, é do 1º de abril, sexta-feira. A emissão envolveu o registro de 4.324 CCIs da Brazilian Securities, com um volume R$ 259 milhões.
Os papéis precisam ainda ser alvo de distribuição pública, mesmo que seja de esforços restritos, e referenciados em TR, IGP-M ou IPCA. "O mundo ideal é que as emissões sejam indexadas apenas ao IPCA, mas como a maioria do estoque é em TR e IGPM, estamos aceitando os três indexadores", diz. Mas, num segundo momento, para contratos novos, só serão aceitos CRIs indexados ao IPCA, porque há títulos públicos que usam o mesmo benchmark e, com isso, servem de referencial de preço. "O objetivo é melhorar a avaliação de preço no mercado secundário", diz.
Entre outros critérios, os CRIs do tipo júnior, que suportam a primeira perda no caso de inadimplência, precisam representar no mínimo 25% da emissão total. No caso dos CRIs comerciais do tipo "built to suit", a padronização é mais difícil dada a peculiaridade das operações, reconhece Otranto, mas há alguns critérios comuns.
O diretor diz que a bolsa vai aceitar o registro de CRIs fora do padrão, mas aqueles que seguirem os novos critérios passarão por uma análise mais rápida e ganharão status diferenciado. "Será o Novo Mercado de CRIs." Otranto destaca que a grande vantagem da padronização é tornar o ambiente mais transparente e seguro para a pessoa física e estrangeiros.
No início do ano, a BM&FBovespa reduziu os custos de transação e registro para emissores de CRI. Mas esse segmento na bolsa ainda é pequeno. Em 2010, foram negociados apenas R$ 191,5 milhões.
Fonte: Valor Econômico (Alessandra Bellotto)
Fitch dá sinal verde para especular
05/04/2011
A agência de classificação de risco Fitch elevou as notas do Brasil em moeda estrangeira e local de BBB- para BBB. A perspectiva do país passou de "positiva" para "estável". Significa que, segundo a Fitch, diminuiu o risco de o país deixar de pagar suas dívidas com investidores.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, comemorou o resultado, que ocorre poucos dias após a Standard & Poor"s (S&P) ameaçar rebaixar o país, alegando ser insuficiente o arrocho fiscal de R$ 50 bilhões do início do ano.
Mantega, porém, alertou que a "promoção" do país atrairá ainda mais dólares do exterior. A preocupação do ministro foi confirmada já no primeiro dia. O dólar comercial caiu 0,19%, a R$ 1,609 no mercado interbancário de câmbio, no menor valor desde 8 de agosto de 2008. No mês, a divisa acumula queda de 1,29% e, no ano, de 3,31%.
O economista Reinaldo Gonçalves, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ressalta que, além do problema conjuntural da excessiva entrada de poupança externa - a desvalorização do dólar - existe a questão estrutural representada pelo aumento do passivo externo, que já atingiu R$ 1,3 trilhão, segundo o professor.
"O Brasil precisa enfrentar a questão da vulnerabilidade externa estrutural, não apenas conjuntural, para se tornar menos dependente de poupança externa", defende, salientando que o que atrai o capital especulativo não é apenas o aval das agências de risco, mas os juros altos e a perspectiva de apreciação cambial. "O governo é o maior responsável pela má qualidade do financiamento de nossas contas externas, pois pratica juros, câmbio e política fiscal que induzem à entrada de especuladores."
O professor da UFRJ acrescentou que as multinacionais financiam sua produção com recursos domésticos e aplicam no mercado financeiro tudo o que vem das matrizes sob a rubrica de investimento externo direto (IED).
Fonte: Monitor Mercantil
Americana CH2M estuda aquisições para crescer no mercado brasileiro
05/04/2011
A empresa de engenharia CH2M Hill, uma das maiores dos Estados Unidos, considera a hipótese de partir para aquisições no Brasil como parte de uma estratégia maior para fazer o país responder por pelo menos 10% do seu faturamento global. Hoje, a sua receita no Brasil, de apenas US$ 22 milhões, é quase nada comparado com as dimensões globais da companhia, que faturou US$ 6,3 bilhões em 2010.
"Não estou satisfeito com isso", afirmou ao Valor o presidente da CH2M Hill, Lee McIntire. Ele integrou a comitiva de empresários que acompanhou em viagem ao país o presidente americano, Barack Obama, há pouco mais de duas semanas. No ano passado, ele também foi o anfitrião de uma reunião do Fórum de CEOs Brasil-Estados Unidos em Denver, no Colorado, onde fica a sede da companhia.
A CH2M Hill atua em 8 países e, entre outros contratos, gerencia o projeto de expansão do Canal do Panamá e faz parte do consórcio internacional responsável pelo planejamento, design e construção da infraestrutura dos Jogos Olímpicos de Londres de 2012. "Estamos examinando se haverá oportunidades para atuar nas Olimpíadas e Copa do Mundo no Brasil", diz McIntire.
No Brasil desde 1996, a CH2M Hill tem procurado crescer sobretudo de forma orgânica, ou seja, pela expansão de suas próprias operações. Recentemente, a empresa fechou parceria com a Método Engenharia para atuar no setor de petróleo e gás. Para este ano, a projeção da companhia é um aumento de 80% nas receitas da operação brasileira. Mas ainda será necessário multiplicar por 16 para o faturamento no Brasil representar 10% das receitas mundiais.
"Às vezes, quando você está tentando entrar num novo mercado, não é possível crescer de forma rápida organicamente", diz McIntire, explicando a lógica de partir para aquisições no Brasil. "Às vezes você precisa acelerar o crescimento por meio de aquisições. É uma questão de ter a capacidade para fazer projetos cada vez maiores."
Muitos consideram o setor de construção brasileiro fechado a competição estrangeira. Em entrevista ao Valor antes da viagem de Obama ao Brasil, o ex-subsecretário para a América Latina no governo George W. Bush, Roger Noriega, disse que as construtoras americanas vêem o país como território proibido. "Quando falo com as maiores construtoras americanas, muitas estão receosas de colocar muitos esforços no Brasil porque não tiveram um ambiente hospitaleiro no passado."
McIntire, porém, não pensa assim. "Quando disputamos contratos governamentais, fazemos parcerias com empresas brasileiras, e isso funciona para nós." Para ele, os dois países teriam a ganhar com as convergências das regulações, que poderiam reforçar o comércio e os serviços nos dois sentidos.
Os dados do Banco Central também negam a tese de que o mercado é fechado. Em 2010 o Brasil teve receita de US$ 5,739 bilhões em serviços de engenharia prestados no exterior, mas teve uma despesa de US$ 3,856 bilhões em serviços contratados de estrangeiras.
Para o executivo, um dos grandes desafios hoje é a falta de mão de obra especializada no país. "A maior parte dos engenheiros que usamos são brasileiros, mas de vez em quando precisamos trazer funcionários do exterior para executar trabalhos técnicos especializados", disse McIntire. "Sai caro porque não há tratado de bitributação [entre Brasil e Estados Unidos] e é trabalhoso por causa das exigências para obter os vistos." O tratado de para evitar a bitributação e o relaxamento das exigências para o vistos de trabalho são duas das prioridades da agenda de reivindicações do Forum de CEOs.
O mercado brasileiro, diz McIntire, está no topo das prioridades da CH2M Hill. "Estamos no país há algum tempo, sabemos como trabalhar lá, sabemos que seremos pagos, o que é muito importante, e gostamos dos fundamentos do país." E por que o Brasil em primeiro lugar, e não a China? "A China é fundamental para a gente, mas se você me pedir para fazer um ranking, o Brasil vem primeiro, porque é onde pessoalmente tenho investido mais tempo."
Fonte: Valor Econômico (Alex Ribeiro) 05/04/2011
O registro está disponível desde o dia 28 e faz parte de um plano da bolsa para fomentar a liquidez desses títulos. O programa começou no fim de 2009 com a criação da Câmara Consultiva do Mercado Imobiliário com representantes de órgãos reguladores, entidades de classe, mercado financeiro e escritórios de advocacia.
Para a padronização dos CRIs, o primeiro passo foi dividir as emissões em quatros categorias. Os certificados com lastro em financiamentos de unidades residenciais foram divididos em performados, quando o empreendimento imobiliário já está pronto e as chaves entregues, e não performados, para compra de imóveis na planta. Também há os comerciais, que, em geral, são lastreados em financiamento de projetos do tipo "built to suit" (construção sob medida) para empresas, e que foram classificados em performados e não performados.
Em seguida, definiu-se alguns critérios para a padronização. O primeiros deles, conta Emilio Otranto Neto, diretor de desenvolvimento e relações com institucionais da bolsa, é que a emissão deve ter lastro em uma Cédula de Crédito Imobiliário (CCI, papel que representa o financiamento) registrada no sistema da bolsa. Segundo o executivo, essa é uma forma de dar segurança ao investidor, uma vez que a CCI registrada na bolsa passa pelo teste do lastro.
Graças a um convênio com a Associação dos Registradores Imobiliários de São Paulo (Arisp), é possível acompanhar on-line a situação dos imóveis que servem de garantia para as CCIs, como matrículas e certidões. O primeiro registro de uma CCI na bolsa, contudo, é do 1º de abril, sexta-feira. A emissão envolveu o registro de 4.324 CCIs da Brazilian Securities, com um volume R$ 259 milhões.
Os papéis precisam ainda ser alvo de distribuição pública, mesmo que seja de esforços restritos, e referenciados em TR, IGP-M ou IPCA. "O mundo ideal é que as emissões sejam indexadas apenas ao IPCA, mas como a maioria do estoque é em TR e IGPM, estamos aceitando os três indexadores", diz. Mas, num segundo momento, para contratos novos, só serão aceitos CRIs indexados ao IPCA, porque há títulos públicos que usam o mesmo benchmark e, com isso, servem de referencial de preço. "O objetivo é melhorar a avaliação de preço no mercado secundário", diz.
Entre outros critérios, os CRIs do tipo júnior, que suportam a primeira perda no caso de inadimplência, precisam representar no mínimo 25% da emissão total. No caso dos CRIs comerciais do tipo "built to suit", a padronização é mais difícil dada a peculiaridade das operações, reconhece Otranto, mas há alguns critérios comuns.
O diretor diz que a bolsa vai aceitar o registro de CRIs fora do padrão, mas aqueles que seguirem os novos critérios passarão por uma análise mais rápida e ganharão status diferenciado. "Será o Novo Mercado de CRIs." Otranto destaca que a grande vantagem da padronização é tornar o ambiente mais transparente e seguro para a pessoa física e estrangeiros.
No início do ano, a BM&FBovespa reduziu os custos de transação e registro para emissores de CRI. Mas esse segmento na bolsa ainda é pequeno. Em 2010, foram negociados apenas R$ 191,5 milhões.
Fonte: Valor Econômico (Alessandra Bellotto)
Fitch dá sinal verde para especular
05/04/2011
A agência de classificação de risco Fitch elevou as notas do Brasil em moeda estrangeira e local de BBB- para BBB. A perspectiva do país passou de "positiva" para "estável". Significa que, segundo a Fitch, diminuiu o risco de o país deixar de pagar suas dívidas com investidores.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, comemorou o resultado, que ocorre poucos dias após a Standard & Poor"s (S&P) ameaçar rebaixar o país, alegando ser insuficiente o arrocho fiscal de R$ 50 bilhões do início do ano.
Mantega, porém, alertou que a "promoção" do país atrairá ainda mais dólares do exterior. A preocupação do ministro foi confirmada já no primeiro dia. O dólar comercial caiu 0,19%, a R$ 1,609 no mercado interbancário de câmbio, no menor valor desde 8 de agosto de 2008. No mês, a divisa acumula queda de 1,29% e, no ano, de 3,31%.
O economista Reinaldo Gonçalves, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ressalta que, além do problema conjuntural da excessiva entrada de poupança externa - a desvalorização do dólar - existe a questão estrutural representada pelo aumento do passivo externo, que já atingiu R$ 1,3 trilhão, segundo o professor.
"O Brasil precisa enfrentar a questão da vulnerabilidade externa estrutural, não apenas conjuntural, para se tornar menos dependente de poupança externa", defende, salientando que o que atrai o capital especulativo não é apenas o aval das agências de risco, mas os juros altos e a perspectiva de apreciação cambial. "O governo é o maior responsável pela má qualidade do financiamento de nossas contas externas, pois pratica juros, câmbio e política fiscal que induzem à entrada de especuladores."
O professor da UFRJ acrescentou que as multinacionais financiam sua produção com recursos domésticos e aplicam no mercado financeiro tudo o que vem das matrizes sob a rubrica de investimento externo direto (IED).
Fonte: Monitor Mercantil
Americana CH2M estuda aquisições para crescer no mercado brasileiro
05/04/2011
A empresa de engenharia CH2M Hill, uma das maiores dos Estados Unidos, considera a hipótese de partir para aquisições no Brasil como parte de uma estratégia maior para fazer o país responder por pelo menos 10% do seu faturamento global. Hoje, a sua receita no Brasil, de apenas US$ 22 milhões, é quase nada comparado com as dimensões globais da companhia, que faturou US$ 6,3 bilhões em 2010.
"Não estou satisfeito com isso", afirmou ao Valor o presidente da CH2M Hill, Lee McIntire. Ele integrou a comitiva de empresários que acompanhou em viagem ao país o presidente americano, Barack Obama, há pouco mais de duas semanas. No ano passado, ele também foi o anfitrião de uma reunião do Fórum de CEOs Brasil-Estados Unidos em Denver, no Colorado, onde fica a sede da companhia.
A CH2M Hill atua em 8 países e, entre outros contratos, gerencia o projeto de expansão do Canal do Panamá e faz parte do consórcio internacional responsável pelo planejamento, design e construção da infraestrutura dos Jogos Olímpicos de Londres de 2012. "Estamos examinando se haverá oportunidades para atuar nas Olimpíadas e Copa do Mundo no Brasil", diz McIntire.
No Brasil desde 1996, a CH2M Hill tem procurado crescer sobretudo de forma orgânica, ou seja, pela expansão de suas próprias operações. Recentemente, a empresa fechou parceria com a Método Engenharia para atuar no setor de petróleo e gás. Para este ano, a projeção da companhia é um aumento de 80% nas receitas da operação brasileira. Mas ainda será necessário multiplicar por 16 para o faturamento no Brasil representar 10% das receitas mundiais.
"Às vezes, quando você está tentando entrar num novo mercado, não é possível crescer de forma rápida organicamente", diz McIntire, explicando a lógica de partir para aquisições no Brasil. "Às vezes você precisa acelerar o crescimento por meio de aquisições. É uma questão de ter a capacidade para fazer projetos cada vez maiores."
Muitos consideram o setor de construção brasileiro fechado a competição estrangeira. Em entrevista ao Valor antes da viagem de Obama ao Brasil, o ex-subsecretário para a América Latina no governo George W. Bush, Roger Noriega, disse que as construtoras americanas vêem o país como território proibido. "Quando falo com as maiores construtoras americanas, muitas estão receosas de colocar muitos esforços no Brasil porque não tiveram um ambiente hospitaleiro no passado."
McIntire, porém, não pensa assim. "Quando disputamos contratos governamentais, fazemos parcerias com empresas brasileiras, e isso funciona para nós." Para ele, os dois países teriam a ganhar com as convergências das regulações, que poderiam reforçar o comércio e os serviços nos dois sentidos.
Os dados do Banco Central também negam a tese de que o mercado é fechado. Em 2010 o Brasil teve receita de US$ 5,739 bilhões em serviços de engenharia prestados no exterior, mas teve uma despesa de US$ 3,856 bilhões em serviços contratados de estrangeiras.
Para o executivo, um dos grandes desafios hoje é a falta de mão de obra especializada no país. "A maior parte dos engenheiros que usamos são brasileiros, mas de vez em quando precisamos trazer funcionários do exterior para executar trabalhos técnicos especializados", disse McIntire. "Sai caro porque não há tratado de bitributação [entre Brasil e Estados Unidos] e é trabalhoso por causa das exigências para obter os vistos." O tratado de para evitar a bitributação e o relaxamento das exigências para o vistos de trabalho são duas das prioridades da agenda de reivindicações do Forum de CEOs.
O mercado brasileiro, diz McIntire, está no topo das prioridades da CH2M Hill. "Estamos no país há algum tempo, sabemos como trabalhar lá, sabemos que seremos pagos, o que é muito importante, e gostamos dos fundamentos do país." E por que o Brasil em primeiro lugar, e não a China? "A China é fundamental para a gente, mas se você me pedir para fazer um ranking, o Brasil vem primeiro, porque é onde pessoalmente tenho investido mais tempo."
Fonte: Valor Econômico (Alex Ribeiro) 05/04/2011
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Confira como investir em imóveis no curto, médio e longo prazo
O Brasil vive um momento de grande expansão no mercado imobiliário e ainda possui muitas expectativas em relação a um crescimento ainda maior nos próximos anos, principalmente por conta do aumento do poder aquisitivo das classes de menor renda.
Com isso, o investimento em imóveis é visto por muitos especialistas como uma boa opção e em alguns casos pode, inclusive, ser utilizado no curto, médio e longo prazo.
Para o diretor executivo da Consul Patrimonial, Marcus Vinícios de Oliveira Neto, o setor deve continuar se expandindo com força até o final da década, especialmente no Nordeste e no Rio de Janeiro.
Assim, ele cita maneiras de investir no setor com objetivos de curto, médio e longo prazo.
Curto prazo
Para o curto prazo, o profissional aconselha a compra de imóveis adjudicados - aqueles cujo proprietário não conseguiu arcar com o financiamento e que foram à leilão, por preço inferior -, para reforma e a venda posterior. Segundo Oliveira Neto, uma mudança recente na lei fez com que imóveis com três meses de inadimplência possam ser tomados pelo banco que o financiou.
“Advogados especializados conseguem liberar o imóvel em mais 2 meses, mesmo se este estiver ocupado. A Caixa Econômica Federal, após realização de leilão, passa esses imóveis adjudicados para imobiliárias credenciadas venderem com descontos que podem chegar a 70% do valor de mercado”, afirma.
Para o presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), João Crestana, normalmente, imóveis em geral não são indicados para investimento de curto prazo. "Via de regra, não aconselho comprar imóvel como investimento de curto prazo", diz.
Em relação aos adjudicados, ele afirma: “Não considero muito que isso seja exatamente uma operação rotineira de mercado imobiliário. Eu acho que, para esta exceção, pode ser que o curto prazo se aplique”, afirma.
Custos altos
O vice-presidente do Ibef – SP (Instituto Brasileiro dos Executivos de Finanças de São Paulo), Luiz Roberto Calado, também acha que, no curto prazo, investir em imóveis pode não ser uma boa opção. “Você tem custos muito altos, com corretagem, despesas de cartório. Isso tudo pode chegar a 6% da operação”, afirma.
Por isso, para o curto prazo, ele aconselha a compra apenas em casos de exceção, como uma grande oferta. "Mas, isso é muito difícil de acontecer”, aponta.
No caso dos leilões, Calado ressalta que é preciso conhecer muito bem esse mercado para se dar bem. Quem compra um imóvel deste tipo precisa entender os trâmites burocráticos, fazer visitas no local. "Tem gente que acha que o metro quadrado está barato e nem conhece a região do imóvel”, diz.
Médio Prazo
No médio prazo, o diretor executivo da Consul Patrimonial cita uma nova oportunidade que surge com a explosão de vendas de unidades do Programa Minha Casa, Minha Vida e outros programas de moradia para baixa renda. “Torres de escritórios individuais para atender esses empreendimentos residenciais, com salas pequenas e que atendam essa demanda. Isso é uma aposta certeira”, aponta.
Nesta caso, o presidente do Secovi-SP concorda. “Eu acredito que um país forte e com qualidade de vida precisa ter centros autossuficientes de vida, onde a sociedade possa morar, trabalhar, se divertir e se educar à distância de uma simples caminhada”, diz.
Segundo ele, a cidade compacta, adensada, com moradias próximas de centros de serviços e escritórios é uma tendência mundial. “Você junta essa tendência com o fato de que o Brasil está construindo uma grande quantidade de residências para famílias de baixa renda, o resultado são oportunidades fantásticas de médio prazo para investidores de todos os tipos, para fazer não apenas salas, mas também grupos de lojas pequenas”, aponta.
Além disso, ele ressalta que já existem administradoras de fundos interessadas neste modelo. "Eu sei que algumas das grandes administradoras de fundos imobiliários no Brasil que tiveram estudando este tipo de alternativa sim e eu vejo isso como uma grande tendência”, diz Crestana.
Longo prazo
Segundo Oliveira Neto, da Consul Patrimonial, uma opção para investimento de longo prazo é a especulação com terrenos localizados nas fronteiras das grandes cidades.
“Terrenos ou até fazendas bem localizadas próximas às capitais podiam ser adquiridos há um tempo pelo valor de R$ 1 o metro quadrado. Como cada vez mais fica difícil encontrar terrenos nos centros urbanos, a solução será continuar os empreendimentos onde as rodovias nos levar”, aponta.
Risco muito alto
Já para o presidente do Secovi-SP, este tipo de investimento é muito arriscado. “É um investimento de altíssimo risco e inútil, porque nunca se tem certeza de qual vai ser o próximo vetor de crescimento de uma cidade”, aponta.
Luiz Calado, do Ibef, também ressalta este tipo de dificuldade. “É preciso conhecer muito bem o mercado para comprar terrenos com esse objetivo. Precisa conhecer a dinâmica de crescimento das cidades, ter boas informações sobre o mercado”, diz Calado.
Fonte: Uol
Isenção de IR na poupança prejudica os mais pobres
01/04/2011
A mística criada em torno dos depósitos de poupança se opõe à necessidade de mudança na sua estrutura tributária e normativa. Sempre nos vêm à cabeça os cofrinhos de criança e as cadernetas encapadas em plástico que ajudaram a popularizar em todas as faixas etárias essa alternativa de aplicação nos anos 70. Esse mundo ingênuo do "pequeno poupador" acabou e só existe na nossa memória coletiva. Segundo as estatísticas, a poupança virou coisa de gente grande, muito grande, e o custo da ilusão passadista pode ser medido em bilhões. Mais precisamente, R$ 7 bilhões por ano.
A isenção de imposto de renda para os depósitos de poupança é um subsídio hoje capturado pelos estratos de alta renda da sociedade. Para quem é efetivamente pobre - não importa se correntista da poupança ou pretendente a financiamento imobiliário - quanto antes se extinguir o subsídio, melhor. As razões são muitas.
Inicialmente, é preciso desfazer o mito de que a poupança é uma aplicação prioritariamente dos pobres. A poupança tem mais depositantes com saldos entre R$ 50 mil e R$ 200 mil que os CDBs. Um milhão e meio de seus depositantes têm saldo superior a R$ 50 mil.
Também ao contrário do que muitos imaginam, a poupança é um ativo financeiro competitivo. Não foi à-toa que, entre junho de 2006 e junho de 2010, seu saldo cresceu de 8,5% para 10% do PIB, enquanto os fundos de renda fixa declinaram, ainda que marginalmente, de 30,5% para 29,6% do PIB.
Quem tem a impressão de que a poupança rende pouco comete um erro de perspectiva. Compara a rentabilidade bruta das demais aplicações com a rentabilidade da poupança, quando deveria olhar para a rentabilidade líquida. Sobre as demais aplicações incidem diversos encargos tributários e custos de transação que não recaem sobre a poupança. Uma aplicação financeira ordinária é tributada entre 15% e 22,5% pelo IR e, a depender dos prazos, pelo IOF. No caso dos fundos, paga taxas de administração que podem chegar a 4% ao ano.
Em outras, pode haver penalidades sobre a rentabilidade contratada em caso de retirada antecipada. A partir da introdução da marcação a mercado, o investidor tem que lidar, especialmente no curto prazo, com a volatilidade, o que pode gerar perdas nominais, mais prováveis em prazos curtos. Em todas as hipóteses, a liquidez é bastante travada ou o custo de recuperação da liquidez é elevado. Já a poupança, por sua padronização, simplicidade, e constância de regras, pode ser considerada uma aplicação com custos de transação zero para todos os fins práticos. Quando todos esses fatores são considerados, a competitividade da poupança é inegável.
A magnitude do subsídio à poupança é pouco conhecida, o que leva a sociedade a não avaliar com mais cuidado a justiça e a eficácia do subsídio, mesmo na situação atual, em que o Estado mostra claros limites fiscais e se obriga a cortes severos no orçamento.
Quem de fato captura o subsídio embutido nos juros baixos é o vendedor do imóvel, não o comprador
O valor anual da renúncia fiscal sobre os rendimentos pode ser calculado pelo produto do saldo da poupança (R$ 370 bilhões) pelo percentual de 1,9% ao ano. Esse é o percentual que deveria ser acrescido à rentabilidade atual da poupança para que sua rentabilidade líquida se mantivesse inalterada, na hipótese de cobrança de IR de 20% sobre seus rendimentos.
Para determinar os beneficiários efetivos do subsídio, é preciso considerar os efeitos econômicos da redução do custo dos financiamentos que ele proporciona e como a regulação e as normas do SFH canalizam os recursos e incentivos do Sistema.
Os limites de valor de imóvel e de financiamento no SFH são muito elevados quando se leva em conta a renda da população mais afetada pelo déficit habitacional - aquela com renda de até três salários mínimos. O valor máximo de imóvel pode chegar a R$ 500 mil e o de financiamento, a R$ 450 mil, cifras inalcançáveis para as famílias pobres.
Além de não serem focalizados na população realmente atingida pelo déficit habitacional, há um problema adicional com os juros subsidiados do SFH: quase 70% dos recursos são dirigidos ao financiamento de imóveis usados. Sendo a oferta de usados inelástica no curto prazo, os juros subsidiados pressionam fortemente a demanda sobre um parque habitacional limitado, o que está ajudando a pressionar os preços, que sobem bem acima da inflação. Com a subida dos preços, quem de fato captura o subsídio embutido nos juros baixos é o vendedor do imóvel, não o comprador. Se o mercado não discrimina o preço de imóveis novos e usados nessa onda de preços, as construtoras também estão aptas a capturar esse subsídios, elevando suas margens.
Da parte dos agentes financeiros, embora a regulamentação do SBPE preveja, em princípio, que 65% dos depósitos sejam aplicados em financiamentos habitacionais, há uma série de vazamentos nas normas, de tal modo que a percentagem dos saldos efetivos de financiamentos habitacionais é apenas uma fração do saldo total da poupança. Operações não relacionadas ao financiamento à moradia acabam se beneficiando de um funding barato lastreado em renúncia fiscal, ajudando as instituições a auferirem elevadas margens brutas à custa da redução da receita pública.
Finalmente há uma grave questão federativa envolvida. O imposto de renda é dividido com estados e municípios por meio dos fundos de participação (FPE e FPM). A perda de arrecadação de R$ 7 bilhões anuais impõe uma "renúncia" fiscal involuntária para esses entes da ordem de R$ 3,2 bilhões anuais. Essa receita permitiria que investissem na oferta de terrenos e infraestrutura urbana de boa qualidade. A oferta de imóveis de baixo custo se expandiria - em vez de se pressionar a demanda com juros subsidiados - e se poderia reduzir os riscos a que as populações pobres das regiões metropolitanas brasileiras estão expostas.
Fonte: Valor Econômico (Marcos Köhler)
Com isso, o investimento em imóveis é visto por muitos especialistas como uma boa opção e em alguns casos pode, inclusive, ser utilizado no curto, médio e longo prazo.
Para o diretor executivo da Consul Patrimonial, Marcus Vinícios de Oliveira Neto, o setor deve continuar se expandindo com força até o final da década, especialmente no Nordeste e no Rio de Janeiro.
Assim, ele cita maneiras de investir no setor com objetivos de curto, médio e longo prazo.
Curto prazo
Para o curto prazo, o profissional aconselha a compra de imóveis adjudicados - aqueles cujo proprietário não conseguiu arcar com o financiamento e que foram à leilão, por preço inferior -, para reforma e a venda posterior. Segundo Oliveira Neto, uma mudança recente na lei fez com que imóveis com três meses de inadimplência possam ser tomados pelo banco que o financiou.
“Advogados especializados conseguem liberar o imóvel em mais 2 meses, mesmo se este estiver ocupado. A Caixa Econômica Federal, após realização de leilão, passa esses imóveis adjudicados para imobiliárias credenciadas venderem com descontos que podem chegar a 70% do valor de mercado”, afirma.
Para o presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), João Crestana, normalmente, imóveis em geral não são indicados para investimento de curto prazo. "Via de regra, não aconselho comprar imóvel como investimento de curto prazo", diz.
Em relação aos adjudicados, ele afirma: “Não considero muito que isso seja exatamente uma operação rotineira de mercado imobiliário. Eu acho que, para esta exceção, pode ser que o curto prazo se aplique”, afirma.
Custos altos
O vice-presidente do Ibef – SP (Instituto Brasileiro dos Executivos de Finanças de São Paulo), Luiz Roberto Calado, também acha que, no curto prazo, investir em imóveis pode não ser uma boa opção. “Você tem custos muito altos, com corretagem, despesas de cartório. Isso tudo pode chegar a 6% da operação”, afirma.
Por isso, para o curto prazo, ele aconselha a compra apenas em casos de exceção, como uma grande oferta. "Mas, isso é muito difícil de acontecer”, aponta.
No caso dos leilões, Calado ressalta que é preciso conhecer muito bem esse mercado para se dar bem. Quem compra um imóvel deste tipo precisa entender os trâmites burocráticos, fazer visitas no local. "Tem gente que acha que o metro quadrado está barato e nem conhece a região do imóvel”, diz.
Médio Prazo
No médio prazo, o diretor executivo da Consul Patrimonial cita uma nova oportunidade que surge com a explosão de vendas de unidades do Programa Minha Casa, Minha Vida e outros programas de moradia para baixa renda. “Torres de escritórios individuais para atender esses empreendimentos residenciais, com salas pequenas e que atendam essa demanda. Isso é uma aposta certeira”, aponta.
Nesta caso, o presidente do Secovi-SP concorda. “Eu acredito que um país forte e com qualidade de vida precisa ter centros autossuficientes de vida, onde a sociedade possa morar, trabalhar, se divertir e se educar à distância de uma simples caminhada”, diz.
Segundo ele, a cidade compacta, adensada, com moradias próximas de centros de serviços e escritórios é uma tendência mundial. “Você junta essa tendência com o fato de que o Brasil está construindo uma grande quantidade de residências para famílias de baixa renda, o resultado são oportunidades fantásticas de médio prazo para investidores de todos os tipos, para fazer não apenas salas, mas também grupos de lojas pequenas”, aponta.
Além disso, ele ressalta que já existem administradoras de fundos interessadas neste modelo. "Eu sei que algumas das grandes administradoras de fundos imobiliários no Brasil que tiveram estudando este tipo de alternativa sim e eu vejo isso como uma grande tendência”, diz Crestana.
Longo prazo
Segundo Oliveira Neto, da Consul Patrimonial, uma opção para investimento de longo prazo é a especulação com terrenos localizados nas fronteiras das grandes cidades.
“Terrenos ou até fazendas bem localizadas próximas às capitais podiam ser adquiridos há um tempo pelo valor de R$ 1 o metro quadrado. Como cada vez mais fica difícil encontrar terrenos nos centros urbanos, a solução será continuar os empreendimentos onde as rodovias nos levar”, aponta.
Risco muito alto
Já para o presidente do Secovi-SP, este tipo de investimento é muito arriscado. “É um investimento de altíssimo risco e inútil, porque nunca se tem certeza de qual vai ser o próximo vetor de crescimento de uma cidade”, aponta.
Luiz Calado, do Ibef, também ressalta este tipo de dificuldade. “É preciso conhecer muito bem o mercado para comprar terrenos com esse objetivo. Precisa conhecer a dinâmica de crescimento das cidades, ter boas informações sobre o mercado”, diz Calado.
Fonte: Uol
Isenção de IR na poupança prejudica os mais pobres
01/04/2011
A mística criada em torno dos depósitos de poupança se opõe à necessidade de mudança na sua estrutura tributária e normativa. Sempre nos vêm à cabeça os cofrinhos de criança e as cadernetas encapadas em plástico que ajudaram a popularizar em todas as faixas etárias essa alternativa de aplicação nos anos 70. Esse mundo ingênuo do "pequeno poupador" acabou e só existe na nossa memória coletiva. Segundo as estatísticas, a poupança virou coisa de gente grande, muito grande, e o custo da ilusão passadista pode ser medido em bilhões. Mais precisamente, R$ 7 bilhões por ano.
A isenção de imposto de renda para os depósitos de poupança é um subsídio hoje capturado pelos estratos de alta renda da sociedade. Para quem é efetivamente pobre - não importa se correntista da poupança ou pretendente a financiamento imobiliário - quanto antes se extinguir o subsídio, melhor. As razões são muitas.
Inicialmente, é preciso desfazer o mito de que a poupança é uma aplicação prioritariamente dos pobres. A poupança tem mais depositantes com saldos entre R$ 50 mil e R$ 200 mil que os CDBs. Um milhão e meio de seus depositantes têm saldo superior a R$ 50 mil.
Também ao contrário do que muitos imaginam, a poupança é um ativo financeiro competitivo. Não foi à-toa que, entre junho de 2006 e junho de 2010, seu saldo cresceu de 8,5% para 10% do PIB, enquanto os fundos de renda fixa declinaram, ainda que marginalmente, de 30,5% para 29,6% do PIB.
Quem tem a impressão de que a poupança rende pouco comete um erro de perspectiva. Compara a rentabilidade bruta das demais aplicações com a rentabilidade da poupança, quando deveria olhar para a rentabilidade líquida. Sobre as demais aplicações incidem diversos encargos tributários e custos de transação que não recaem sobre a poupança. Uma aplicação financeira ordinária é tributada entre 15% e 22,5% pelo IR e, a depender dos prazos, pelo IOF. No caso dos fundos, paga taxas de administração que podem chegar a 4% ao ano.
Em outras, pode haver penalidades sobre a rentabilidade contratada em caso de retirada antecipada. A partir da introdução da marcação a mercado, o investidor tem que lidar, especialmente no curto prazo, com a volatilidade, o que pode gerar perdas nominais, mais prováveis em prazos curtos. Em todas as hipóteses, a liquidez é bastante travada ou o custo de recuperação da liquidez é elevado. Já a poupança, por sua padronização, simplicidade, e constância de regras, pode ser considerada uma aplicação com custos de transação zero para todos os fins práticos. Quando todos esses fatores são considerados, a competitividade da poupança é inegável.
A magnitude do subsídio à poupança é pouco conhecida, o que leva a sociedade a não avaliar com mais cuidado a justiça e a eficácia do subsídio, mesmo na situação atual, em que o Estado mostra claros limites fiscais e se obriga a cortes severos no orçamento.
Quem de fato captura o subsídio embutido nos juros baixos é o vendedor do imóvel, não o comprador
O valor anual da renúncia fiscal sobre os rendimentos pode ser calculado pelo produto do saldo da poupança (R$ 370 bilhões) pelo percentual de 1,9% ao ano. Esse é o percentual que deveria ser acrescido à rentabilidade atual da poupança para que sua rentabilidade líquida se mantivesse inalterada, na hipótese de cobrança de IR de 20% sobre seus rendimentos.
Para determinar os beneficiários efetivos do subsídio, é preciso considerar os efeitos econômicos da redução do custo dos financiamentos que ele proporciona e como a regulação e as normas do SFH canalizam os recursos e incentivos do Sistema.
Os limites de valor de imóvel e de financiamento no SFH são muito elevados quando se leva em conta a renda da população mais afetada pelo déficit habitacional - aquela com renda de até três salários mínimos. O valor máximo de imóvel pode chegar a R$ 500 mil e o de financiamento, a R$ 450 mil, cifras inalcançáveis para as famílias pobres.
Além de não serem focalizados na população realmente atingida pelo déficit habitacional, há um problema adicional com os juros subsidiados do SFH: quase 70% dos recursos são dirigidos ao financiamento de imóveis usados. Sendo a oferta de usados inelástica no curto prazo, os juros subsidiados pressionam fortemente a demanda sobre um parque habitacional limitado, o que está ajudando a pressionar os preços, que sobem bem acima da inflação. Com a subida dos preços, quem de fato captura o subsídio embutido nos juros baixos é o vendedor do imóvel, não o comprador. Se o mercado não discrimina o preço de imóveis novos e usados nessa onda de preços, as construtoras também estão aptas a capturar esse subsídios, elevando suas margens.
Da parte dos agentes financeiros, embora a regulamentação do SBPE preveja, em princípio, que 65% dos depósitos sejam aplicados em financiamentos habitacionais, há uma série de vazamentos nas normas, de tal modo que a percentagem dos saldos efetivos de financiamentos habitacionais é apenas uma fração do saldo total da poupança. Operações não relacionadas ao financiamento à moradia acabam se beneficiando de um funding barato lastreado em renúncia fiscal, ajudando as instituições a auferirem elevadas margens brutas à custa da redução da receita pública.
Finalmente há uma grave questão federativa envolvida. O imposto de renda é dividido com estados e municípios por meio dos fundos de participação (FPE e FPM). A perda de arrecadação de R$ 7 bilhões anuais impõe uma "renúncia" fiscal involuntária para esses entes da ordem de R$ 3,2 bilhões anuais. Essa receita permitiria que investissem na oferta de terrenos e infraestrutura urbana de boa qualidade. A oferta de imóveis de baixo custo se expandiria - em vez de se pressionar a demanda com juros subsidiados - e se poderia reduzir os riscos a que as populações pobres das regiões metropolitanas brasileiras estão expostas.
Fonte: Valor Econômico (Marcos Köhler)
quinta-feira, 31 de março de 2011
Construção atinge pleno emprego 31/03/2011
Construção atinge pleno emprego
31/03/2011
Apenas 2,9% dos trabalhadores da construção civil estão desempregados, segundo informações do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo). De acordo com Sergio Watanabe, presidente do sindicato, "este, sem dúvida nenhuma, é um cenário de pleno emprego, o que explica a dificuldade das construtoras em contratar mão de obra especializada. Essa mão de obra não existe". Há cinco anos, a taxa de desocupação era de 5,5%.
De acordo os dados divulgados, a abertura de novos postos de trabalho vem crescendo continuamente desde 2004. Entre 2006 e 2010 o número de empregos formais aumentou de 1,680 milhão para 2,775 milhões de vagas. Para Watanabe, "se a construção continuar nesse processo de uso de mão de obra intensiva, terá grandes problemas em atender à demanda e principalmente em aumentar o nível de produtividade".
Das 87.449 vagas de emprego que se fecharam entre novembro e dezembro de 2010, 64.059 já foram recuperadas no primeiro bimestre deste ano.
Para o sindicato, os principais desafios para manutenção do crescimento do setor são: formação de mão de obra qualificada, aumento da produtividade, inovação tecnológica, solução da escassez de terrenos e investimentos em infraestrutura e habitação.
Fonte: PiniWeb (Pâmela Reis)
Empresários da construção civil têm boas perspectivas para 2011, mas temem inflação
31/03/2011
O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) divulgou ontem o resultado da 46ª Sondagem Nacional da Indústria da Construção, realizada em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) no mês de fevereiro. Segundo análise do sindicato, há otimismo em relação ao desempenho das construtoras para 2011, mas há temor quanto à inflação no país.
"A enquete, a primeira sob o governo da presidente Dilma Rousseff, foi feita antes do corte do Orçamento da União e dos acontecimentos mundiais posteriores, como o terremoto no Japão e o ataque da coalizão dos EUA e de países europeus à Líbia", informa o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe. "Na próxima sondagem trimestral, em maio, já teremos uma medida dos impactos desses acontecimentos na percepção dos empresários da construção", diz ele.
O indicador de desempenho das empresas subiu 5,1% no trimestre, elevando-se a 58,8 pontos. As perspectivas de desempenho aumentaram 3,4%, para 61,8 pontos. E a confiança na política econômica aumentou 2%, indo para 52,3 pontos. A expectativa de uma inflação reduzida diminuiu 21,3%, baixando a 37,3 pontos.
As dificuldades financeiras se elevaram em 3,3%, atingindo 54 pontos. E as perspectivas de evolução dos custos melhoraram 5,1%, mas ainda se situam como desfavoráveis (41,8 pontos). E a expectativa em relação ao crescimento econômico baixou 2,1%, embora ainda seja bastante otimista: 58,4 pontos.
Em relação a fevereiro de 2010, houve um aumento de 2,9% no otimismo em relação ao desempenho das empresas. Apesar disso, ressalta o sindicato, "como as expectativas estavam bastante elevadas há um ano, nos demais indicadores registrou-se um arrefecimento na comparação anual, sobretudo em relação à inflação reduzida, que caiu 28,8%".
Fonte: Construção e Mercado (Mauricio Lima)
Preços de imóveis na mira do Banco Central
31/03/2011
Depois de avisar que acompanhará com lupa a evolução da inflação para calibrar a intensidade da política de juros daqui por diante, o Banco Central (BC) anunciou [ontem] novos indicadores para monitorar os preços. A partir de agora, os relatórios de inflação vão levar em consideração dados sobre o pujante mercado imobiliário brasileiro.
O BC vai acompanhar o índice FipeZap , que mede os preços dos imóveis residenciais em seis capitais e no Distrito Federal. E o IGMI-C, da Fundação Getulio Vargas, com as variações no mercado imobiliário comercial.
Perguntado sobre a possibilidade de haver uma bolha nesse setor, o diretor de Política Econômica do BC, Carlos Hamilton Araújo, foi reticente:
- Bolha a gente só sabe que existe quando estoura.
Fonte: O Globo (Vivian Oswald)
Imóvel para todos os tipos de perfil
31/03/2011
Mesmo com o cenário de crise econômica nos Estados Unidos e Europa, segue firme o interesse dos estrangeiros em investir no mercado imobiliário nacional. Segundo o presidente da Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico (Adit), Luiz Henrique Lessa, houve, sim, um momento de retração desse mercado, mas o capital para esses investimentos não sumiu.
Novos investidores
"Desde o segundo trimestre de 2010, que notamos uma significativo avanço pós-crise", afirma Lessa. Uma prova disso é que a Adit, que promove anualmente junto aos maiores investidores internacionais road shows nas cidades de Nova Iorque, Miami, Lisboa, Madri e Londres, em 2011,vai expandir os contatos até Dubai, nos Emirados Árabes. "Percebemos que existe uma gama de empresários de lá ansiosos por chegar ao nosso mercado imobiliário, mas que não o fazem porque ainda existem muitas barreiras culturais e uma falta de acesso aos projetos. Nós vamos facilitar esses investimentos", garante.
Em debate
Hoje, o presidente da Adit estará no Imóvel Show Fortaleza, feira imobiliária, que ocorre desde ontem até o próximo domingo, para uma palestra em que dará detalhes sobre "O interesse dos investidores estrangeiros no Brasil".
O debate é a oportunidade de corretores, construtoras, incorporadoras e outros agentes do setor tirarem suas dúvidas quanto às futuras parcerias com o empresariado internacional, aproveitando o momento pré Copa do Mundo 2014, quando os olhos estão voltados todos para o país, sobretudo para regiões com oportunidades supervalorizadas, como o Nordeste.
Lessa diz que no ranking de aplicação desses investimentos estão empreendimentos de malha logística, que envolvem centros de distribuição, responsáveis pelo abastecimento de grandes comércios em ascensão no Brasil, por exemplo; shopping centers em cidades secundárias, visando o desenvolvimento de novas regiões; e resorts e hotéis voltados para a classe doméstica. "O investidor percebeu que o turista local já movimenta muito esse mercado. Hoje, mais que o estrangeiro", observa.
Um segmento curioso é o interesse do investimento estrangeiro no programa "Minha Casa, Minha Vida", do Governo Federal. Contudo, o presidente da Adit alerta que é preciso conciliar capital estrangeiro com a expertise local, sobretudo para que os estrangeiros possam ter acesso às linhas de crédito do programa habitacional.
Capacitação do setor
Outra ação da Adit, que será anunciada durante a palestra no Imóvel Show são os cursos de preparação de projetos para captação de investimentos imobiliários em todo o país. O primeiro mercado contemplado será o de Fortaleza, no final de abril. "É a oportunidade de os profissionais estarem alinhados com as tendências atuais que existem no mercado financeiro", explica Henrique Lessa. Durante os cinco dias de feira estarão sendo realizados outros debates pertinentes ao mercado imobiliário. A expectativa é que sejam gerados cerca de 150 milhões em negócios. "Para quem procura imóveis novos e semi-novos as melhores opções do mercado estão reunidas aqui, com a facilidade de não precisar se deslocar para pesquisar", avisa o organizador do Imóvel Show, Louvimar Araújo.
Fonte: Diário de Nordeste
Materiais ambientalmente corretos não encarecem imóveis
31/03/2011
O uso de materiais ambientalmente corretos na hora de construir ou reformar não representa gastos mais elevados para o consumidor. Ao menos esta é a opinião da gerente técnica da Tesis (Tecnologia e Qualidade de Sistemas em Engenharia) e conselheira do CBCS (Conselho Brasileiro de Construção Sustentável), Vera Fernandes Hachich.
De acordo com ela, atualmente, existem vários materiais em conformidade com os princípios da sustentabilidade que, por já contarem com grande volume, não geram custos mais altos.
Por outro lado, explica ela, as pessoas não sabem como averiguar se os fornecedores estão agindo de acordo com a lei e se respeitam a natureza. Para o consumidor, um grande aliado pode ser a Ferramente 6 Passos.
Ferramenta
Lançada na última quinta-feira (24) pelo CBCS, a Ferramenta 6 Passos indica, como o próprio nome diz, seis passos básicos para a escolha de empresas fornecedoras alinhadas aos princípios da sustentabilidade.
Dessa forma, diz a gerente, o comprador do imóvel, a construtora, a pessoa que está reformando, entre outros, além de saberem que os materiais utilizados na obra foram obtidos de maneira sustentável, ganham também imóveis com mais durabilidade.
“A expectativa a partir da utilização dessa ferramente é que o setor dê um salto de qualidade de maneira que a vida útil dos edifícios brasileiros aumente e que diminua a necessidade de reposição e manutenção frequentes para evitar o uso dos recursos naturais, minimizando os impactos ambientais inerentes à própria atividade de construção”, completa o coordenador do Comitê de Materiais e Conselheiro do CBCS, Vanderley John.
Como funciona?
Com a ferramenta, que é obtida de forma gratuita na página do CBCS, o usuário tem acesso a outros sites nos quais é possível saber se a empresa fornecedora do material está em conformidade com as leis. Veja os passos:
1 – Verificação da formalidade da empresa fabricante e fornecedora no CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas) no site da Receita Federal.
2 – Verificação de licença ambiental.
3 – Verificação das questões sociais, como a utilização de mão de obra escrava ou infantil.
4 – Qualidade e normas técnicas do produto. Em outras palavras, se o produto possui a certificação do PBQPH (Programa Brasileiro de Qualidade para o Habitat) ou se segue as recomendações das entidades setoriais.
5 – Consulta ao perfil de responsabilidade socioambiental da empresa.
6 – Identificar a presença de propaganda enganosa.
“Não há sustentabilidade sem que haja o cumprimento da legislação do País. Então, se você quer ter um empreendimento dito sustentável e estiver comprando um produto, por exemplo, uma areia, uma pedra, enfim, insumos que não tenham a sua origem confirmada ou que estejam em não conformidade com as legislações brasileira, você não está fazendo uma construção sustentável. Este é o grande alerta que a ferramenta dos 6 passos vai trazer ao mercado”, finaliza Vera.
Fonte: Infomoney
31/03/2011
Apenas 2,9% dos trabalhadores da construção civil estão desempregados, segundo informações do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo). De acordo com Sergio Watanabe, presidente do sindicato, "este, sem dúvida nenhuma, é um cenário de pleno emprego, o que explica a dificuldade das construtoras em contratar mão de obra especializada. Essa mão de obra não existe". Há cinco anos, a taxa de desocupação era de 5,5%.
De acordo os dados divulgados, a abertura de novos postos de trabalho vem crescendo continuamente desde 2004. Entre 2006 e 2010 o número de empregos formais aumentou de 1,680 milhão para 2,775 milhões de vagas. Para Watanabe, "se a construção continuar nesse processo de uso de mão de obra intensiva, terá grandes problemas em atender à demanda e principalmente em aumentar o nível de produtividade".
Das 87.449 vagas de emprego que se fecharam entre novembro e dezembro de 2010, 64.059 já foram recuperadas no primeiro bimestre deste ano.
Para o sindicato, os principais desafios para manutenção do crescimento do setor são: formação de mão de obra qualificada, aumento da produtividade, inovação tecnológica, solução da escassez de terrenos e investimentos em infraestrutura e habitação.
Fonte: PiniWeb (Pâmela Reis)
Empresários da construção civil têm boas perspectivas para 2011, mas temem inflação
31/03/2011
O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) divulgou ontem o resultado da 46ª Sondagem Nacional da Indústria da Construção, realizada em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) no mês de fevereiro. Segundo análise do sindicato, há otimismo em relação ao desempenho das construtoras para 2011, mas há temor quanto à inflação no país.
"A enquete, a primeira sob o governo da presidente Dilma Rousseff, foi feita antes do corte do Orçamento da União e dos acontecimentos mundiais posteriores, como o terremoto no Japão e o ataque da coalizão dos EUA e de países europeus à Líbia", informa o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe. "Na próxima sondagem trimestral, em maio, já teremos uma medida dos impactos desses acontecimentos na percepção dos empresários da construção", diz ele.
O indicador de desempenho das empresas subiu 5,1% no trimestre, elevando-se a 58,8 pontos. As perspectivas de desempenho aumentaram 3,4%, para 61,8 pontos. E a confiança na política econômica aumentou 2%, indo para 52,3 pontos. A expectativa de uma inflação reduzida diminuiu 21,3%, baixando a 37,3 pontos.
As dificuldades financeiras se elevaram em 3,3%, atingindo 54 pontos. E as perspectivas de evolução dos custos melhoraram 5,1%, mas ainda se situam como desfavoráveis (41,8 pontos). E a expectativa em relação ao crescimento econômico baixou 2,1%, embora ainda seja bastante otimista: 58,4 pontos.
Em relação a fevereiro de 2010, houve um aumento de 2,9% no otimismo em relação ao desempenho das empresas. Apesar disso, ressalta o sindicato, "como as expectativas estavam bastante elevadas há um ano, nos demais indicadores registrou-se um arrefecimento na comparação anual, sobretudo em relação à inflação reduzida, que caiu 28,8%".
Fonte: Construção e Mercado (Mauricio Lima)
Preços de imóveis na mira do Banco Central
31/03/2011
Depois de avisar que acompanhará com lupa a evolução da inflação para calibrar a intensidade da política de juros daqui por diante, o Banco Central (BC) anunciou [ontem] novos indicadores para monitorar os preços. A partir de agora, os relatórios de inflação vão levar em consideração dados sobre o pujante mercado imobiliário brasileiro.
O BC vai acompanhar o índice FipeZap , que mede os preços dos imóveis residenciais em seis capitais e no Distrito Federal. E o IGMI-C, da Fundação Getulio Vargas, com as variações no mercado imobiliário comercial.
Perguntado sobre a possibilidade de haver uma bolha nesse setor, o diretor de Política Econômica do BC, Carlos Hamilton Araújo, foi reticente:
- Bolha a gente só sabe que existe quando estoura.
Fonte: O Globo (Vivian Oswald)
Imóvel para todos os tipos de perfil
31/03/2011
Mesmo com o cenário de crise econômica nos Estados Unidos e Europa, segue firme o interesse dos estrangeiros em investir no mercado imobiliário nacional. Segundo o presidente da Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico (Adit), Luiz Henrique Lessa, houve, sim, um momento de retração desse mercado, mas o capital para esses investimentos não sumiu.
Novos investidores
"Desde o segundo trimestre de 2010, que notamos uma significativo avanço pós-crise", afirma Lessa. Uma prova disso é que a Adit, que promove anualmente junto aos maiores investidores internacionais road shows nas cidades de Nova Iorque, Miami, Lisboa, Madri e Londres, em 2011,vai expandir os contatos até Dubai, nos Emirados Árabes. "Percebemos que existe uma gama de empresários de lá ansiosos por chegar ao nosso mercado imobiliário, mas que não o fazem porque ainda existem muitas barreiras culturais e uma falta de acesso aos projetos. Nós vamos facilitar esses investimentos", garante.
Em debate
Hoje, o presidente da Adit estará no Imóvel Show Fortaleza, feira imobiliária, que ocorre desde ontem até o próximo domingo, para uma palestra em que dará detalhes sobre "O interesse dos investidores estrangeiros no Brasil".
O debate é a oportunidade de corretores, construtoras, incorporadoras e outros agentes do setor tirarem suas dúvidas quanto às futuras parcerias com o empresariado internacional, aproveitando o momento pré Copa do Mundo 2014, quando os olhos estão voltados todos para o país, sobretudo para regiões com oportunidades supervalorizadas, como o Nordeste.
Lessa diz que no ranking de aplicação desses investimentos estão empreendimentos de malha logística, que envolvem centros de distribuição, responsáveis pelo abastecimento de grandes comércios em ascensão no Brasil, por exemplo; shopping centers em cidades secundárias, visando o desenvolvimento de novas regiões; e resorts e hotéis voltados para a classe doméstica. "O investidor percebeu que o turista local já movimenta muito esse mercado. Hoje, mais que o estrangeiro", observa.
Um segmento curioso é o interesse do investimento estrangeiro no programa "Minha Casa, Minha Vida", do Governo Federal. Contudo, o presidente da Adit alerta que é preciso conciliar capital estrangeiro com a expertise local, sobretudo para que os estrangeiros possam ter acesso às linhas de crédito do programa habitacional.
Capacitação do setor
Outra ação da Adit, que será anunciada durante a palestra no Imóvel Show são os cursos de preparação de projetos para captação de investimentos imobiliários em todo o país. O primeiro mercado contemplado será o de Fortaleza, no final de abril. "É a oportunidade de os profissionais estarem alinhados com as tendências atuais que existem no mercado financeiro", explica Henrique Lessa. Durante os cinco dias de feira estarão sendo realizados outros debates pertinentes ao mercado imobiliário. A expectativa é que sejam gerados cerca de 150 milhões em negócios. "Para quem procura imóveis novos e semi-novos as melhores opções do mercado estão reunidas aqui, com a facilidade de não precisar se deslocar para pesquisar", avisa o organizador do Imóvel Show, Louvimar Araújo.
Fonte: Diário de Nordeste
Materiais ambientalmente corretos não encarecem imóveis
31/03/2011
O uso de materiais ambientalmente corretos na hora de construir ou reformar não representa gastos mais elevados para o consumidor. Ao menos esta é a opinião da gerente técnica da Tesis (Tecnologia e Qualidade de Sistemas em Engenharia) e conselheira do CBCS (Conselho Brasileiro de Construção Sustentável), Vera Fernandes Hachich.
De acordo com ela, atualmente, existem vários materiais em conformidade com os princípios da sustentabilidade que, por já contarem com grande volume, não geram custos mais altos.
Por outro lado, explica ela, as pessoas não sabem como averiguar se os fornecedores estão agindo de acordo com a lei e se respeitam a natureza. Para o consumidor, um grande aliado pode ser a Ferramente 6 Passos.
Ferramenta
Lançada na última quinta-feira (24) pelo CBCS, a Ferramenta 6 Passos indica, como o próprio nome diz, seis passos básicos para a escolha de empresas fornecedoras alinhadas aos princípios da sustentabilidade.
Dessa forma, diz a gerente, o comprador do imóvel, a construtora, a pessoa que está reformando, entre outros, além de saberem que os materiais utilizados na obra foram obtidos de maneira sustentável, ganham também imóveis com mais durabilidade.
“A expectativa a partir da utilização dessa ferramente é que o setor dê um salto de qualidade de maneira que a vida útil dos edifícios brasileiros aumente e que diminua a necessidade de reposição e manutenção frequentes para evitar o uso dos recursos naturais, minimizando os impactos ambientais inerentes à própria atividade de construção”, completa o coordenador do Comitê de Materiais e Conselheiro do CBCS, Vanderley John.
Como funciona?
Com a ferramenta, que é obtida de forma gratuita na página do CBCS, o usuário tem acesso a outros sites nos quais é possível saber se a empresa fornecedora do material está em conformidade com as leis. Veja os passos:
1 – Verificação da formalidade da empresa fabricante e fornecedora no CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas) no site da Receita Federal.
2 – Verificação de licença ambiental.
3 – Verificação das questões sociais, como a utilização de mão de obra escrava ou infantil.
4 – Qualidade e normas técnicas do produto. Em outras palavras, se o produto possui a certificação do PBQPH (Programa Brasileiro de Qualidade para o Habitat) ou se segue as recomendações das entidades setoriais.
5 – Consulta ao perfil de responsabilidade socioambiental da empresa.
6 – Identificar a presença de propaganda enganosa.
“Não há sustentabilidade sem que haja o cumprimento da legislação do País. Então, se você quer ter um empreendimento dito sustentável e estiver comprando um produto, por exemplo, uma areia, uma pedra, enfim, insumos que não tenham a sua origem confirmada ou que estejam em não conformidade com as legislações brasileira, você não está fazendo uma construção sustentável. Este é o grande alerta que a ferramenta dos 6 passos vai trazer ao mercado”, finaliza Vera.
Fonte: Infomoney
terça-feira, 29 de março de 2011
Consórcio de imóveis é alternativa para conquista da casa própria
Consórcio de imóveis é alternativa para conquista da casa própria
28/03/2011
O consórcio de imóveis pode ser uma boa saída para quem quer comprar a tão sonhada casa em Ribeirão Preto. Quem participa desse tipo de “compra coletiva” pode ser sorteado com o imóvel antes mesmo de quitar a dívida.
O sistema funciona com um grupo de pessoas que têm em comum o objetivo de investir em imóveis. Quem quer comprar o primeiro imóvel para sair do aluguel, ou quer morar sozinho, quem vai se casar ou pessoas que queiram investir para ter um imóvel maior ou um segundo para renda extra podem escolher o consórcio.
Os valores de crédito em algumas administradoras de consórcios variam entre R$ 50 mil e R$ 400 mil. Para valores maiores, geralmente é possível abrir duas linhas de crédito. O prazo para o pagamento pode chegar a 200 meses.
Segundo o representante de vendas da empresa de consórcios Rodobens em Ribeirão Preto, Carlos Alberto Silva, o valor médio escolhido pela maioria das pessoas que tem feito consórcio na empresa é de R$ 130 mil.
Ele disse que a maior parte dos consorciados da empresa escolhe o prazo de 150 meses para pagar o crédito. Nessas condições, o valor desembolsado pelo comprador é de R$ 866 por mês.
A vendedora Silvana Avila Lára, de 41 anos, já tinha uma casa própria e fez um consórcio para comprar outro imóvel para ter uma renda extra. Ela fez um plano de R$ 65 mil dividido em 120 meses. A consorciada diz que sempre achou esse tipo de compra um bom negócio.
No 32º mês de pagamento, a vendedora foi contemplada pelo sistema de sorteio. “Com mais uma reserva particular e a carta de crédito do consórcio comprei uma casa que já estava alugada. Hoje, com esse aluguel eu pago uma parte importante da parcela do consórcio e daqui a sete anos eu quito tudo. Além do patrimônio adquirido, eu terei renda do aluguel do imóvel”, disse.
Silvana é casada e tem dois filhos adolescentes. Ela e o marido sempre tomaram decisões juntos e, na hora de optar pelo consórcio, não foi diferente. “Inclusive o automóvel que temos foi por meio de consórcio também”, falou.
A formação dos grupos de consórcio é variada, reunindo todas as pessoas que queiram dividir o imóvel pela mesma quantidade de meses. Os sorteios mensais dependem do número de participantes de cada tipo de plano. Por exemplo, um grupo com 600 participantes que optou por dividir o consórcio em 150 meses vai ter quatro contemplações mensais. Uma das contemplações é por sorteio e as outras três por lances.
Os sorteios podem ser feitos pela Loteria Federal, mas é mais comum o uso de um globo giratório.
Os “lances livres”, como são chamados, podem ser feitos quando o consorciado tem um valor a oferecer e antecipa o pagamento de algumas parcelas. Quem oferece o maior valor proporcional ao total da dívida é contemplado.
“Toda pessoa, em algum momento da vida, precisa pensar em um imóvel, pelos mais variados motivos. Seja porque quer simplesmente investir, como se fosse uma poupança premiada, ou porque quer sair do aluguel, residencial ou comercial, porque quer se casar ou comprar um imóvel maior ou diferente”, disse Silva.
Para participar de um consórcio, a pessoa deve ser maior de idade e verificar o valor do crédito liberado para o negócio imobiliário que quer (a carta de crédito), além de planejar se o valor das parcelas mensais vai ser compatível com seu orçamento.
Na assinatura do contrato o consorciado deve fazer o pagamento relativo à primeira parcela. Esse valor pago antecipadamente já é uma das contribuições mensais do consórcio, de acordo com Silva.
“Além das taxas diversas estarem incluídas nessa parcela, o restante é usado para a formação do fundo comum, que é a soma dos valores totais do grupo de consórcio usada para fazer o pagamento dos clientes contemplados no mês”, informou o representante de vendas.
Quem pretende ser um consorciado, precisa ficar atento aos detalhes oferecidos pela administradora, como, por exemplo, as taxas, o sistema de sorteios e como vai ser o atendimento antes e depois da contemplação.
Toda a regulamentação e fiscalização são feitas pelo Banco Central, que autoriza as administradoras de consórcios a cobrarem quatro taxas, que podem ou não ser colocadas em prática.
Essas taxas são de adesão ou inscrição, que é uma antecipação da taxa de administração para cobertura de custos da administradora. Também há a taxa de administração, que é o valor cobrado para que o cliente seja administrado em seu grupo. O consórcio contrata seguro de vida, que, nos casos de morte ou invalidez permanente ou total, o saldo devedor do consorciado fica quitado. Por último, há a taxa de fundo de reserva, que é o valor cobrado para cobrir casos de inadimplência.
Hoje existem dois meios de parcelamento de crédito para a compra de imóveis: financiamento bancário ou consórcio. A segunda opção sai na frente, porque permite que as pessoas que já têm um imóvel parcelem o pagamento de outros, o que não acontece pelo SFH (Sistema Financeiro da Habitação) do governo.
“O prazo para o financiamento bancário pode chegar a 30 anos, e aí muitos ficam inseguros devido às incertezas do futuro e da economia”, falou Silva.
FGTS
O FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) pode ser usado nos consórcios somente para a compra do primeiro imóvel.
Segundo Silva, a pessoa que tem interesse em usar esse fundo para fazer um consórcio não pode ter nenhum imóvel em seu nome, mas pode usá-lo para construção, no caso de ter um terreno quitado e sem edificação.
No caso dos lances, o benefício também pode ser usado. E se o consorciado conquistar o imóvel por sorteio, pode retirar o FGTS para completar a carta de crédito.
28/03/2011
O consórcio de imóveis pode ser uma boa saída para quem quer comprar a tão sonhada casa em Ribeirão Preto. Quem participa desse tipo de “compra coletiva” pode ser sorteado com o imóvel antes mesmo de quitar a dívida.
O sistema funciona com um grupo de pessoas que têm em comum o objetivo de investir em imóveis. Quem quer comprar o primeiro imóvel para sair do aluguel, ou quer morar sozinho, quem vai se casar ou pessoas que queiram investir para ter um imóvel maior ou um segundo para renda extra podem escolher o consórcio.
Os valores de crédito em algumas administradoras de consórcios variam entre R$ 50 mil e R$ 400 mil. Para valores maiores, geralmente é possível abrir duas linhas de crédito. O prazo para o pagamento pode chegar a 200 meses.
Segundo o representante de vendas da empresa de consórcios Rodobens em Ribeirão Preto, Carlos Alberto Silva, o valor médio escolhido pela maioria das pessoas que tem feito consórcio na empresa é de R$ 130 mil.
Ele disse que a maior parte dos consorciados da empresa escolhe o prazo de 150 meses para pagar o crédito. Nessas condições, o valor desembolsado pelo comprador é de R$ 866 por mês.
A vendedora Silvana Avila Lára, de 41 anos, já tinha uma casa própria e fez um consórcio para comprar outro imóvel para ter uma renda extra. Ela fez um plano de R$ 65 mil dividido em 120 meses. A consorciada diz que sempre achou esse tipo de compra um bom negócio.
No 32º mês de pagamento, a vendedora foi contemplada pelo sistema de sorteio. “Com mais uma reserva particular e a carta de crédito do consórcio comprei uma casa que já estava alugada. Hoje, com esse aluguel eu pago uma parte importante da parcela do consórcio e daqui a sete anos eu quito tudo. Além do patrimônio adquirido, eu terei renda do aluguel do imóvel”, disse.
Silvana é casada e tem dois filhos adolescentes. Ela e o marido sempre tomaram decisões juntos e, na hora de optar pelo consórcio, não foi diferente. “Inclusive o automóvel que temos foi por meio de consórcio também”, falou.
A formação dos grupos de consórcio é variada, reunindo todas as pessoas que queiram dividir o imóvel pela mesma quantidade de meses. Os sorteios mensais dependem do número de participantes de cada tipo de plano. Por exemplo, um grupo com 600 participantes que optou por dividir o consórcio em 150 meses vai ter quatro contemplações mensais. Uma das contemplações é por sorteio e as outras três por lances.
Os sorteios podem ser feitos pela Loteria Federal, mas é mais comum o uso de um globo giratório.
Os “lances livres”, como são chamados, podem ser feitos quando o consorciado tem um valor a oferecer e antecipa o pagamento de algumas parcelas. Quem oferece o maior valor proporcional ao total da dívida é contemplado.
“Toda pessoa, em algum momento da vida, precisa pensar em um imóvel, pelos mais variados motivos. Seja porque quer simplesmente investir, como se fosse uma poupança premiada, ou porque quer sair do aluguel, residencial ou comercial, porque quer se casar ou comprar um imóvel maior ou diferente”, disse Silva.
Para participar de um consórcio, a pessoa deve ser maior de idade e verificar o valor do crédito liberado para o negócio imobiliário que quer (a carta de crédito), além de planejar se o valor das parcelas mensais vai ser compatível com seu orçamento.
Na assinatura do contrato o consorciado deve fazer o pagamento relativo à primeira parcela. Esse valor pago antecipadamente já é uma das contribuições mensais do consórcio, de acordo com Silva.
“Além das taxas diversas estarem incluídas nessa parcela, o restante é usado para a formação do fundo comum, que é a soma dos valores totais do grupo de consórcio usada para fazer o pagamento dos clientes contemplados no mês”, informou o representante de vendas.
Quem pretende ser um consorciado, precisa ficar atento aos detalhes oferecidos pela administradora, como, por exemplo, as taxas, o sistema de sorteios e como vai ser o atendimento antes e depois da contemplação.
Toda a regulamentação e fiscalização são feitas pelo Banco Central, que autoriza as administradoras de consórcios a cobrarem quatro taxas, que podem ou não ser colocadas em prática.
Essas taxas são de adesão ou inscrição, que é uma antecipação da taxa de administração para cobertura de custos da administradora. Também há a taxa de administração, que é o valor cobrado para que o cliente seja administrado em seu grupo. O consórcio contrata seguro de vida, que, nos casos de morte ou invalidez permanente ou total, o saldo devedor do consorciado fica quitado. Por último, há a taxa de fundo de reserva, que é o valor cobrado para cobrir casos de inadimplência.
Hoje existem dois meios de parcelamento de crédito para a compra de imóveis: financiamento bancário ou consórcio. A segunda opção sai na frente, porque permite que as pessoas que já têm um imóvel parcelem o pagamento de outros, o que não acontece pelo SFH (Sistema Financeiro da Habitação) do governo.
“O prazo para o financiamento bancário pode chegar a 30 anos, e aí muitos ficam inseguros devido às incertezas do futuro e da economia”, falou Silva.
FGTS
O FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) pode ser usado nos consórcios somente para a compra do primeiro imóvel.
Segundo Silva, a pessoa que tem interesse em usar esse fundo para fazer um consórcio não pode ter nenhum imóvel em seu nome, mas pode usá-lo para construção, no caso de ter um terreno quitado e sem edificação.
No caso dos lances, o benefício também pode ser usado. E se o consorciado conquistar o imóvel por sorteio, pode retirar o FGTS para completar a carta de crédito.
Precisamos reduzir o tempo de aprovação do crédito imobiliário
Precisamos reduzir o tempo de aprovação do crédito imobiliário, diz Crestana
28/03/2011
Embora o crédito imobiliário esteja crescendo satisfatoriamente no Brasil, ainda há muitos desafios a serem enfrentados. A afirmação é do presidente do Secovi-SP, João Crestana. "Hoje uma pessoa compra um carro de R$ 100 mil no Brasil e em quatro dias já está andando com ele pelas ruas, com o domumento de propriedade. Mas uma pessoa que quer comprar uma casa de R$ 70 mil, ou seja, mais barata que o carro, se tiver muita sorte terá seu financiamento aprovado em dois meses", afirma.
Para o executivo, o setor imobiliário oferece muito mais segurança às instituições que emprestam dinheiro do que o automotivo, e por isso deveria ter concessões mais fáceis. "Os imóveis tem a vantagem de não poderem ser levados ao Paraguai para serem vendidos no mercado paralelo. Então a garantia do mercado imobiliário é muito maior, mas ainda não encontramos uma maneira de, em uma ou duas semanas, a família que quer financiar um imóvel ter seu crédito aprovado e os documentos de posse totalmente formalizados".
Além disso, completa ele: "hoje temos tecnologia que nos permite fazer as coisas de forma mais rápida e barata e essa tecnologia precisa ser usada a favor do crédito imobiliário".
Fontes de financimento
Crestana conta que atualmente há recursos suficientes no mercado para financiar o crédito imobiliário, mas o cenário pode mudar em alguns anos.
"Hoje as famílias de menor renda podem contar com recursos do Orçamento da União e do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e a classe média e classe média alta contam com recursos vindos principalmente da poupança. Mas em 3 ou 4 anos, pode ser que esses recursos não sejam mais sustentáveis".
Para o presidente, é por isso que desde já é preciso iniciar um movimento para se encontrar outras fontes de recursos. "É preciso que, daqui 4 anos, esses recursos ainda estejam disponíveis e em volumes mais altos, porque é certo que precisaremos de mais recursos do que precisamos hoje".
Crescimento
Isto porque o executivo acredita que o crédito imobiliário crescerá bastante no País nos próximos anos. "Hoje o crédito geral é de 45% do PIB, mas 40% é crédito ao consumidor e o imobiliário representa apenas 3% ou 4%, o que é muito pouco. Para se ter uma ideia, no mundo inteiro o crédito ao consumidor é semelhante a isso, mas o imobiliário é muito maior. No Chile e no México é de 15% a 20% do PIB, nos países europeus representa entre 30% e 50% e há países em que o crédito imobiliáerio chega a 90% do PIB".
Para ele, se em 10 anos atingirmos os níveis do Chile e do Méximo já será um bom número. "Acredito que nesse período nosso crédito imobiliário também será de 20% do PIB. E esse será o de um país maduro, que poderá oferecer à sua classe média a possibilidade de comprar uma casa e pagar em 15, 20 ou 30 anos".
Fonte: Portal UOL
Brasileiros poderão sacar FGTS em outros países
28/03/2011
Trabalhadores brasileiros no exterior poderão sacar o dinheiro das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A iniciativa, que começou com um projeto piloto no Japão, deve ser expandida gradualmente para outros países, segundo o Ministério das Relações Exteriores. Um acordo entre o Itamaraty e a Caixa Econômica Federal (CEF) sobre o assunto foi firmado nesta quinta-feira (24). Atualmente, somente os Consulados-Gerais do Brasil no Japão estão aptos a receber a documentação necessária para o saque de contas do FGTS. Naquele país, os emigrantes podem retirar os recursos em caso de aposentadoria e conta inativa por mais de três anos. A compra da casa própria não é permitida. O ministério não informou quando e em que países a decisão começa a valer, nem informou se as condições serão as mesmas implantadas no Japão.
Fonte: Estadão
Faltam opções de imóveis até R$ 170 mil
28/03/2011
O mercado imobiliário ainda não tem muitas opções para quem quer um financiamento pelo programa Minha Casa, Minha Vida com o novo teto de imóvel, que passou de R$ 130 mil para R$ 170 mil na região metropolitana. A mudança começou a valer no início deste mês. O programa dá crédito com juros mais baixos do que os outros tipos de financiamento da casa própria.
Em pesquisa com dez construtoras e incorporadoras da capital, o Agora encontrou apenas 12 empreendimentos com preços acima de R$ 130 mil e abaixo do novo teto. A maior parte das opções, 23, custa até R$ 130 mil.
E quem comprar um desses imóveis ficará mais longe do centro da cidade. Independente do valor, os empreendimentos ficam localizados em bairros no extremo capital e em cidades da Grande São Paulo. O novo teto pode dar ao consumidor a opção de escolher apartamento maiores e mais bem localizados, mas isso ainda não ocorreu.
Fonte: Jornal Agora SP
28/03/2011
Embora o crédito imobiliário esteja crescendo satisfatoriamente no Brasil, ainda há muitos desafios a serem enfrentados. A afirmação é do presidente do Secovi-SP, João Crestana. "Hoje uma pessoa compra um carro de R$ 100 mil no Brasil e em quatro dias já está andando com ele pelas ruas, com o domumento de propriedade. Mas uma pessoa que quer comprar uma casa de R$ 70 mil, ou seja, mais barata que o carro, se tiver muita sorte terá seu financiamento aprovado em dois meses", afirma.
Para o executivo, o setor imobiliário oferece muito mais segurança às instituições que emprestam dinheiro do que o automotivo, e por isso deveria ter concessões mais fáceis. "Os imóveis tem a vantagem de não poderem ser levados ao Paraguai para serem vendidos no mercado paralelo. Então a garantia do mercado imobiliário é muito maior, mas ainda não encontramos uma maneira de, em uma ou duas semanas, a família que quer financiar um imóvel ter seu crédito aprovado e os documentos de posse totalmente formalizados".
Além disso, completa ele: "hoje temos tecnologia que nos permite fazer as coisas de forma mais rápida e barata e essa tecnologia precisa ser usada a favor do crédito imobiliário".
Fontes de financimento
Crestana conta que atualmente há recursos suficientes no mercado para financiar o crédito imobiliário, mas o cenário pode mudar em alguns anos.
"Hoje as famílias de menor renda podem contar com recursos do Orçamento da União e do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e a classe média e classe média alta contam com recursos vindos principalmente da poupança. Mas em 3 ou 4 anos, pode ser que esses recursos não sejam mais sustentáveis".
Para o presidente, é por isso que desde já é preciso iniciar um movimento para se encontrar outras fontes de recursos. "É preciso que, daqui 4 anos, esses recursos ainda estejam disponíveis e em volumes mais altos, porque é certo que precisaremos de mais recursos do que precisamos hoje".
Crescimento
Isto porque o executivo acredita que o crédito imobiliário crescerá bastante no País nos próximos anos. "Hoje o crédito geral é de 45% do PIB, mas 40% é crédito ao consumidor e o imobiliário representa apenas 3% ou 4%, o que é muito pouco. Para se ter uma ideia, no mundo inteiro o crédito ao consumidor é semelhante a isso, mas o imobiliário é muito maior. No Chile e no México é de 15% a 20% do PIB, nos países europeus representa entre 30% e 50% e há países em que o crédito imobiliáerio chega a 90% do PIB".
Para ele, se em 10 anos atingirmos os níveis do Chile e do Méximo já será um bom número. "Acredito que nesse período nosso crédito imobiliário também será de 20% do PIB. E esse será o de um país maduro, que poderá oferecer à sua classe média a possibilidade de comprar uma casa e pagar em 15, 20 ou 30 anos".
Fonte: Portal UOL
Brasileiros poderão sacar FGTS em outros países
28/03/2011
Trabalhadores brasileiros no exterior poderão sacar o dinheiro das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A iniciativa, que começou com um projeto piloto no Japão, deve ser expandida gradualmente para outros países, segundo o Ministério das Relações Exteriores. Um acordo entre o Itamaraty e a Caixa Econômica Federal (CEF) sobre o assunto foi firmado nesta quinta-feira (24). Atualmente, somente os Consulados-Gerais do Brasil no Japão estão aptos a receber a documentação necessária para o saque de contas do FGTS. Naquele país, os emigrantes podem retirar os recursos em caso de aposentadoria e conta inativa por mais de três anos. A compra da casa própria não é permitida. O ministério não informou quando e em que países a decisão começa a valer, nem informou se as condições serão as mesmas implantadas no Japão.
Fonte: Estadão
Faltam opções de imóveis até R$ 170 mil
28/03/2011
O mercado imobiliário ainda não tem muitas opções para quem quer um financiamento pelo programa Minha Casa, Minha Vida com o novo teto de imóvel, que passou de R$ 130 mil para R$ 170 mil na região metropolitana. A mudança começou a valer no início deste mês. O programa dá crédito com juros mais baixos do que os outros tipos de financiamento da casa própria.
Em pesquisa com dez construtoras e incorporadoras da capital, o Agora encontrou apenas 12 empreendimentos com preços acima de R$ 130 mil e abaixo do novo teto. A maior parte das opções, 23, custa até R$ 130 mil.
E quem comprar um desses imóveis ficará mais longe do centro da cidade. Independente do valor, os empreendimentos ficam localizados em bairros no extremo capital e em cidades da Grande São Paulo. O novo teto pode dar ao consumidor a opção de escolher apartamento maiores e mais bem localizados, mas isso ainda não ocorreu.
Fonte: Jornal Agora SP
FGV, Construção civil fica mais cara, puxada pela mão de obra
FGV, construção civil fica mais cara, puxada pela mão de obra
São Paulo - O Índice Nacional de Custo da Construção - Mercado (INCC-M), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), atingiu 0,44%, em março, resultado maior do que o de fevereiro (0,39%). Desde o começo do ano, o índice acumula alta de 1,21% e, nos últimos 12 meses, de 7,45%. O INCC é um dos subcomponentes do Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M).
As taxas subiram em índices superiores aos do mês anterior em quatro das sete capitais onde a pesquisa é realizada: Salvador, com 0,62% ante 0,41%; Brasília, com 0,15% ante 0,04%; Belo Horizonte, com 0,54% ante 0,31%; e Porto Alegre, com 1,02% ante 0,24%. Nas demais, as correções ocorreram com variações menores: São Paulo, com 0,34% ante 0,46%; Rio de Janeiro, com 0,35% ante 0,42%; e Recife com 0,33% ante 0,92%.
A taxa do setor da mão de obra aumentou na média em mais do que o dobro (de 0,12% para 0,27%) e acumula em 12 meses alta de 9,36%. Esse crescimento foi influenciado, principalmente, pelos reajustes salariais concedidos em duas localidades, Salvador e Porto Alegre.
Na capital gaúcha, os profissionais receberam adicionais previstos no acordo coletivo da categoria, que elevaram os ganhos na média em 1,30%. Na capital baiana, as correções tiveram variação média de 0,56%.
No segmento materiais, equipamentos e serviços, o índice perdeu força, passando de 0,65% para 0,60%. Nos últimos 12 meses, a variação alcançou 5,72%. O que mais tem encarecido são as instalações elétricas, embora tenham apresentado percentual menor do que em fevereiro (de 2,56% para 1,30%). Desde o começo do ano, esses serviços acumulam um aumento de 5,89% e, nos últimos 12 meses, de 18,29%.
Fonte: Agência Brasil
http://agenciabrasil.ebc.com.br/
Aumenta presença de mulheres na construção
29/03/2011
A falta de mão de obra para atender o boom da construção civil dos últimos anos transformou os canteiros, abrindo espaço para mulheres num reduto tradicionalmente masculino.
Em quatro anos, o número de mulheres que literalmente passaram a colocar a mão na massa aumentou 74%, segundo levantamento do Ministério do Trabalho feito a pedido da Folha.
Em 2007, elas eram 109 mil. Em 2010, chegaram a 189,3 mil. Ainda representam um universo pequeno -7,67% do total de 2,4 milhões de trabalhadores do setor-, mas avançaram em territórios considerados tabus.
Se antes elas estavam apenas cozinhando ou ajudando na limpeza, agora atuam como pintoras, pedreiras, carpinteiras, operadoras de guindastes, caminhões e máquinas pesadas.
A presença feminina é destaque tanto na construção de condomínio residencial com 11 prédios nas redondezas de Brasília como em projetos de infraestrutura, casos das usinas de Jirau e Santo Antônio (RO) e Belo Monte (PA).
Essas três grandes obras ilustram bem a tendência que se espalhou pelo país. Em Santo Antônio, cerca de 10% dos 15 mil que trabalham na obra são mulheres, segundo a Odebrecht, que coordena o canteiro.
Capricho
Em Belo Monte, os trabalhos ainda não começaram, mas a seleção dos primeiros 150 trabalhadores que serão treinados inclui 25 mulheres. "Mulher trabalha com mais capricho, é mais responsável e o número de faltas é menor", afirma Marcos Sordi, diretor administrativo do consórcio Belo Monte.
Com larga experiência na construção civil, ramo em que atua desde 1975, Sordi diz que elas começaram com funções que exigem mais atenção a detalhes, como soldas e rejuntes, mas, agora, disputam vagas que não eram oferecidas a mulheres.
"Hoje, é comum ver mulheres operando tratores, guindastes e caminhões que transportam terra. E não é só aqui em Belo Monte. Em Jirau, de 20 mil operários, cerca de 4.000 são mulheres."
Alcione Rodrigues, 25, mora em Altamira e trabalhava como doméstica. Desempregada, inscreveu-se para curso de pedreira de Belo Monte porque o marido já trabalhava na área. Foi aceita.
"Criticaram, mas me inscrevi e levei o marido. Ganharei mais que os R$ 200 que tirava como empregada."
A piauiense Analina Pereira de Souza, 45, trabalha como pedreira há pouco mais de um ano. Viúva, com nove filhos e a mãe de 86 anos para sustentar, diz que tem "vocação" para trabalho pesado.
"Achavam que não tinha força, mas mostrei que sou capaz." Era montadora de móveis em Brasília e ficou desempregada. Não teve dúvida quando conseguiu vaga de pedreira num prédio.
Os salários de homens e mulheres nos canteiros de obra se equiparam porque variam de acordo com a função exercida.
Adaptação
"Mulher tem mais visão de qualidade, algumas valem mais do que muitos homens", diz o mestre de obras Cláudio Silva, 56, destacando que não abre mão de mulheres na equipe. Engenheiro civil, Humberto Navarro, 36, seguiu o conselho de Cláudio. "São mais dedicadas."
Paulo Safady Simão, presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), defende a presença feminina nos canteiros.
Diz que as empresas precisaram se adaptar criando vestiários e banheiros e considera que esse é um caminho sem volta. Ele reconhece que algumas empresas ainda resistem. "Mas a lei de mercado vai prevalecer."
Um ponto que pesa contra as mulheres, segundo Sordi, de Belo Monte, são conquistas trabalhistas como licença-maternidade. Além disso, se ficam grávidas durante a obra, precisam trocar de função. Mas, para ele, os benefícios compensam.
Fonte: Folha de São Paulo (Sheila D'Amorim)
Alvos simultâneos
Folha de São Paulo, Janela, 27/mar
Duramente edificado, o dique de contenção da inflação tem apresentado fissuras que tomam a dimensão de rombos na percepção de alguns setores, sobretudo do mercado financeiro. O que acontece de fato com a inflação mistura-se com o imaginário dos agentes econômicos sobre o comportamento futuro dos preços.
Há expectativa em relação às novas medidas de contenção, além daquelas já implementadas como o aumento dos compulsórios, a elevação dos juros básicos e o corte de R$ 50 bilhões do Orçamento federal. Também é preciso cuidar para que essas medidas arrefeçam as expectativas dos agentes com relação à inflação futura.
A preocupação com a questão também aumentou entre os empresários da construção. A 46ª Sondagem Nacional do setor, realizada em fevereiro pelo SindusCon-SP com a FGV, mostrou claramente este fato. Na enquete, os empresários atribuem a cada quesito uma pontuação que vai de 0 a 100, na qual valores acima de 50 denotam desempenho ou perspectiva favorável.
O indicador de desempenho das empresas subiu 5,1% no trimestre, elevando-se a 58,8 pontos. As perspectivas desse desempenho aumentaram 3,4%, para 61,8 pontos. E a confiança na política econômica aumentou 2%, indo para 52,3 pontos. Já a expectativa de uma inflação reduzida diminuiu 21,3%, baixando a 37,3 pontos. A expectativa em relação ao crescimento econômico baixou 2,1%, embora ainda seja bastante otimista: 58,4 pontos.
A sondagem foi feita antes do corte do Orçamento, do terremoto no Japão e do ataque da coalizão dos EUA e de países europeus à Líbia.
Evidentemente o otimismo da indústria da construção tornou-se mais comedido nestes últimos 30 dias. Entretanto, dificilmente ele migrará para uma percepção pessimista: em 2011 boa parte do crescimento do setor está assegurado, por ter sido contratado em 2010.
A maior preocupação é que as medidas de contenção da inflação sejam adotadas apenas para conter a demanda, inibindo o que se faz igualmente tão necessário: o aumento incessante da oferta.
Não se pode perder a perspectiva de que adotar medidas de contenção do crédito é algo transitório em função do aquecimento da demanda, enquanto políticas de estímulo ao aumento da produção, da produtividade e da oferta de serviços precisam ser sempre agilizadas.
O Brasil deu ao mundo um exemplo de como é possível, com a inflação sob controle, crescer economicamente, retirar toda uma camada da população da miséria e elevar o nível de emprego e renda.
Esta nossa maior conquista precisa ser preservada, com a consciência de que ainda estamos longe do melhor dos mundos, neste país que continua sendo o campeão dos juros altos e da desigualdade social e apresenta outras preocupantes vulnerabilidades em seus fundamentos econômicos, como o déficit no balanço de pagamentos.
São Paulo - O Índice Nacional de Custo da Construção - Mercado (INCC-M), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), atingiu 0,44%, em março, resultado maior do que o de fevereiro (0,39%). Desde o começo do ano, o índice acumula alta de 1,21% e, nos últimos 12 meses, de 7,45%. O INCC é um dos subcomponentes do Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M).
As taxas subiram em índices superiores aos do mês anterior em quatro das sete capitais onde a pesquisa é realizada: Salvador, com 0,62% ante 0,41%; Brasília, com 0,15% ante 0,04%; Belo Horizonte, com 0,54% ante 0,31%; e Porto Alegre, com 1,02% ante 0,24%. Nas demais, as correções ocorreram com variações menores: São Paulo, com 0,34% ante 0,46%; Rio de Janeiro, com 0,35% ante 0,42%; e Recife com 0,33% ante 0,92%.
A taxa do setor da mão de obra aumentou na média em mais do que o dobro (de 0,12% para 0,27%) e acumula em 12 meses alta de 9,36%. Esse crescimento foi influenciado, principalmente, pelos reajustes salariais concedidos em duas localidades, Salvador e Porto Alegre.
Na capital gaúcha, os profissionais receberam adicionais previstos no acordo coletivo da categoria, que elevaram os ganhos na média em 1,30%. Na capital baiana, as correções tiveram variação média de 0,56%.
No segmento materiais, equipamentos e serviços, o índice perdeu força, passando de 0,65% para 0,60%. Nos últimos 12 meses, a variação alcançou 5,72%. O que mais tem encarecido são as instalações elétricas, embora tenham apresentado percentual menor do que em fevereiro (de 2,56% para 1,30%). Desde o começo do ano, esses serviços acumulam um aumento de 5,89% e, nos últimos 12 meses, de 18,29%.
Fonte: Agência Brasil
http://agenciabrasil.ebc.com.br/
Aumenta presença de mulheres na construção
29/03/2011
A falta de mão de obra para atender o boom da construção civil dos últimos anos transformou os canteiros, abrindo espaço para mulheres num reduto tradicionalmente masculino.
Em quatro anos, o número de mulheres que literalmente passaram a colocar a mão na massa aumentou 74%, segundo levantamento do Ministério do Trabalho feito a pedido da Folha.
Em 2007, elas eram 109 mil. Em 2010, chegaram a 189,3 mil. Ainda representam um universo pequeno -7,67% do total de 2,4 milhões de trabalhadores do setor-, mas avançaram em territórios considerados tabus.
Se antes elas estavam apenas cozinhando ou ajudando na limpeza, agora atuam como pintoras, pedreiras, carpinteiras, operadoras de guindastes, caminhões e máquinas pesadas.
A presença feminina é destaque tanto na construção de condomínio residencial com 11 prédios nas redondezas de Brasília como em projetos de infraestrutura, casos das usinas de Jirau e Santo Antônio (RO) e Belo Monte (PA).
Essas três grandes obras ilustram bem a tendência que se espalhou pelo país. Em Santo Antônio, cerca de 10% dos 15 mil que trabalham na obra são mulheres, segundo a Odebrecht, que coordena o canteiro.
Capricho
Em Belo Monte, os trabalhos ainda não começaram, mas a seleção dos primeiros 150 trabalhadores que serão treinados inclui 25 mulheres. "Mulher trabalha com mais capricho, é mais responsável e o número de faltas é menor", afirma Marcos Sordi, diretor administrativo do consórcio Belo Monte.
Com larga experiência na construção civil, ramo em que atua desde 1975, Sordi diz que elas começaram com funções que exigem mais atenção a detalhes, como soldas e rejuntes, mas, agora, disputam vagas que não eram oferecidas a mulheres.
"Hoje, é comum ver mulheres operando tratores, guindastes e caminhões que transportam terra. E não é só aqui em Belo Monte. Em Jirau, de 20 mil operários, cerca de 4.000 são mulheres."
Alcione Rodrigues, 25, mora em Altamira e trabalhava como doméstica. Desempregada, inscreveu-se para curso de pedreira de Belo Monte porque o marido já trabalhava na área. Foi aceita.
"Criticaram, mas me inscrevi e levei o marido. Ganharei mais que os R$ 200 que tirava como empregada."
A piauiense Analina Pereira de Souza, 45, trabalha como pedreira há pouco mais de um ano. Viúva, com nove filhos e a mãe de 86 anos para sustentar, diz que tem "vocação" para trabalho pesado.
"Achavam que não tinha força, mas mostrei que sou capaz." Era montadora de móveis em Brasília e ficou desempregada. Não teve dúvida quando conseguiu vaga de pedreira num prédio.
Os salários de homens e mulheres nos canteiros de obra se equiparam porque variam de acordo com a função exercida.
Adaptação
"Mulher tem mais visão de qualidade, algumas valem mais do que muitos homens", diz o mestre de obras Cláudio Silva, 56, destacando que não abre mão de mulheres na equipe. Engenheiro civil, Humberto Navarro, 36, seguiu o conselho de Cláudio. "São mais dedicadas."
Paulo Safady Simão, presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), defende a presença feminina nos canteiros.
Diz que as empresas precisaram se adaptar criando vestiários e banheiros e considera que esse é um caminho sem volta. Ele reconhece que algumas empresas ainda resistem. "Mas a lei de mercado vai prevalecer."
Um ponto que pesa contra as mulheres, segundo Sordi, de Belo Monte, são conquistas trabalhistas como licença-maternidade. Além disso, se ficam grávidas durante a obra, precisam trocar de função. Mas, para ele, os benefícios compensam.
Fonte: Folha de São Paulo (Sheila D'Amorim)
Alvos simultâneos
Folha de São Paulo, Janela, 27/mar
Duramente edificado, o dique de contenção da inflação tem apresentado fissuras que tomam a dimensão de rombos na percepção de alguns setores, sobretudo do mercado financeiro. O que acontece de fato com a inflação mistura-se com o imaginário dos agentes econômicos sobre o comportamento futuro dos preços.
Há expectativa em relação às novas medidas de contenção, além daquelas já implementadas como o aumento dos compulsórios, a elevação dos juros básicos e o corte de R$ 50 bilhões do Orçamento federal. Também é preciso cuidar para que essas medidas arrefeçam as expectativas dos agentes com relação à inflação futura.
A preocupação com a questão também aumentou entre os empresários da construção. A 46ª Sondagem Nacional do setor, realizada em fevereiro pelo SindusCon-SP com a FGV, mostrou claramente este fato. Na enquete, os empresários atribuem a cada quesito uma pontuação que vai de 0 a 100, na qual valores acima de 50 denotam desempenho ou perspectiva favorável.
O indicador de desempenho das empresas subiu 5,1% no trimestre, elevando-se a 58,8 pontos. As perspectivas desse desempenho aumentaram 3,4%, para 61,8 pontos. E a confiança na política econômica aumentou 2%, indo para 52,3 pontos. Já a expectativa de uma inflação reduzida diminuiu 21,3%, baixando a 37,3 pontos. A expectativa em relação ao crescimento econômico baixou 2,1%, embora ainda seja bastante otimista: 58,4 pontos.
A sondagem foi feita antes do corte do Orçamento, do terremoto no Japão e do ataque da coalizão dos EUA e de países europeus à Líbia.
Evidentemente o otimismo da indústria da construção tornou-se mais comedido nestes últimos 30 dias. Entretanto, dificilmente ele migrará para uma percepção pessimista: em 2011 boa parte do crescimento do setor está assegurado, por ter sido contratado em 2010.
A maior preocupação é que as medidas de contenção da inflação sejam adotadas apenas para conter a demanda, inibindo o que se faz igualmente tão necessário: o aumento incessante da oferta.
Não se pode perder a perspectiva de que adotar medidas de contenção do crédito é algo transitório em função do aquecimento da demanda, enquanto políticas de estímulo ao aumento da produção, da produtividade e da oferta de serviços precisam ser sempre agilizadas.
O Brasil deu ao mundo um exemplo de como é possível, com a inflação sob controle, crescer economicamente, retirar toda uma camada da população da miséria e elevar o nível de emprego e renda.
Esta nossa maior conquista precisa ser preservada, com a consciência de que ainda estamos longe do melhor dos mundos, neste país que continua sendo o campeão dos juros altos e da desigualdade social e apresenta outras preocupantes vulnerabilidades em seus fundamentos econômicos, como o déficit no balanço de pagamentos.
quinta-feira, 10 de março de 2011
Aumento dos limites do programa Minha Casa, Minha Vida aquece o setor imobiliário
Esta é a segunda vez que o Conselho Curador do FGTS anuncia aumento no teto do Programa Minha Casa, Minha Vida. A primeira ocorreu no final de 2009, devido à iniciativa do presidente do Creci/PR Alfredo Canezin, com a ajuda da coordenadoria Jurídica do Conselho, presidentes das entidades do setor imobiliário e do deputado federal André Vargas.
O novo aumento do teto foi justificado pelo Ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, como uma forma de proporcionar a equivalência aos valores praticados pelo setor imobiliário. Canezin concorda com a opinião do Ministro e relata que esta segunda elevação dos valores veio em ótima hora. “Os incorporadores já estavam com dificuldades de conseguir terrenos para construção, agora com o aumento do teto de financiamento os imóveis se enquadram no programa, portanto isto vai facilitar a vida de quem constrói e de quem compra”.
A corretora de imóveis, Izabel Maestrelli, comenta que este aumento já era esperado pelas construtoras e que a divulgação do Conselho Curador do FGTS movimentou o setor. “Esta notícia veio para aquecer ainda mais o mercado e alavancar as vendas, com certeza 2011 será um ótimo ano para os profissionais do ramo imobiliário”.
FONTE, CRECI, SC
LOTE A.M 451M², 2 PAVIMENTOS, PEDRA BRANCA, PALHOÇA-SC
VENDIDO
Um belo lote no bairro mais nobre e sustentável do continente, cidade Universitária Pedra Branca, em Palhoça, viabilidade para 2 pavimentos taxa de ocupação de 50%.........451,32m², vista para o morro do Cambirela´valor de tabela R$195.000
Barbada
R$140.000
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sexta-feira, 4 de março de 2011
LOTE, ÁREA MISTA, CIDADE PEDRA BRANCA, PALHOÇA-SC
LOTE EM ÁREA MISTA VIABILIDADE PARA 4 PAVIMENTOS 450M², PROXIMO AO NOVO URBANISMO DA CIDADE UNIVERSITÁRIA PEDRA BRANCA, E AVENIDA PRINCIPAL, OTIMA LOCALIZAÇÃO.
OPORTUNIDADE
R$ 266.000
OPORTUNIDADE
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LOTES, ÁREA RESIDENCIAL PEDRA BRANCA, PALHOÇA-SC
LOTE NOS ALTOS DO BOULEVARD ÁREA MAIS NOBRE E PLANEJADA DO CONTINENTE 360M², FRENTE PARA SOL DA MANHÃ, CONSTRUÇÃO MINIMA DE 100M² A.PRIVADA, CONFORME PLANO DIRETOR, JÁ ESCRITURADO.
CIDADE UNIVERSITÁRIA PEDRA BRANCA.
BARBADA
R$100.000,00
CIDADE UNIVERSITÁRIA PEDRA BRANCA.
BARBADA
R$100.000,00
Apto Sustentável na Cidade Pedra Branca, Palhoça-SC, ainda na planta 2D(1S), 93m² de área privada
Área nobre no continente de Florianópolis, a Cidade Universitária e Sustentável Pedra Branca hoje é referêncial Mundial na corrida contra as mudanças climáticas com o (projeto de desenvolvimento do clima positivo do Ex-Presidente dos EUA, Bill Clinton), também é pioneira na construção sustentável, dando para as pessoas mais qualidade de vida, com menos custo condominial de 30% a 40% a menos mensalmente.
A 1 km da BR 101 a Cidade Universitária P.B é cercado por 2 shopping's, Universidade, escolas técnicas, ensino fundamental, tecnopark industrial e empresarial, saneamento básico e abastecimento de água do próprio bairro abastecendo mais de 4000 moradores, 10.000,00 alunos e 4.500 trabalhadores,
R$ 46.445 DE ATO + PARCELAS DE R$ 934
Saldo devedor de R$182.313 a financiar Pós-chaves em Abril e 2013, com a CEF ou banco de sua preferência.
valor total R$ 265.667
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Pátio da Pedra, Torre Icaraí, Apto no 2ª andar, 2 Dorm(1S) com 93m² de área privada e 139,30m² de área total, sacada estendida com 1vaga de garagem coberta.
R$ 46.445 DE ATO + PARCELAS DE R$ 934
Saldo devedor de R$182.313 a financiar Pós-chaves em Abril e 2013, com a CEF ou banco de sua preferência.
valor total R$ 265.667
quarta-feira, 2 de março de 2011
APTO 2 DORMITÓRIOS EM BARREIROS
Ótimo apartamento em Barreiros com 61m² de área privada, 2 dormitorios, 1 vaga de garagem rotativa, (veículo fica apenas 1 semana do mês fora da cobertura).
Pra quem quer ganhar tempo ter acessibilidade, comercio e investir pouco essa oportunidade é única na região, tem tudo ali, Farmácia, super mercado Imperatriz, Comper, shopping center Ideal, Faculdade Estácio de Sá, colégio publico, curso e colégio Energia, transporte Publico toda hora e tem preço....
VALOR R$ 95.500
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